"Aprendi que o poder militar não é a solução para tudo, que tem de ser uma combinação de muitas outras coisas: militares, econômicas, políticas, diplomáticas, etcétera, etcétera, etcétera", afirmou o oficial em uma entrevista publicada pela revista Time.
Ao tratar de explicar a decisão do governo de Barack Obama de realizar ataques aéreos contra o Iraque e (agora) na Síria para combater o Estado Islâmico (EI), Odierno comentou que esses ataques não poderão derrotar o grupo radical que ocupa áreas extensas em ambos países árabes.
Em sua opinião "É necessária capacidade complementar sobre o campo para que isso aconteça", ou seja, iraquianos e sírios terão que assumir a maior parte dos combates sobre o terreno.
Alguns chefes militares, ex-comandantes e políticos, criticaram a estratégia de Obama de não mobilizar soldados do Pentágono e desconfiam de que a opisição que quer tirar o presidente sírio Bashar Al Assad do poder seja capaz de enfrentar sozinha o EI.
No passado dia 10 de setembro, em uma mensagem à nação, o mandatário apresentou seu plano contra o grupo jihadista que inclui entre seus pontos estender os ataques aéreos a solo sírio, bem como armar e treinar a chamada oposição moderada a Al Assad.
Um recente artigo do jornal The New York Times alertou sobre a participação dos Estados Unidos através da Agência Central de Inteligência na criação do EI e destacou que enviar tropas seria voltar a uma nova intervenção.
O rotativo também indicou que, com sua atitude, a Casa Branca e o Ocidente avançam rumo a outra guerra no Oriente Médio.
O antecessor de Obama, George W. Bush, anunciou um combate mundial contra o terrorismo em 2001, depois dos atentados a Nova York e Washington, atribuídos à rede extremista Al Qaeda.
Como consequência, uma coalizão multinacional liderada pelo Pentágono foi lançada contra o Afeganistão no próprio ano de 2001 e dois anos depois, em 2003, sobre o Iraque, em busca de armas de destruição massiva que jamais apareceram.
A propósito da missão no Iraque, Odierno comentou que depois de 2003 [quando invadiram] se subestimou "a devastação social que tinha acontecido" dentro desse país árabe.
