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080710_zelaya1Honduras - DL - [Jean-Guy Allard] Jacqueline Foglia Sandoval, a hondurenha conhecida como "a pessoa encarregada de coordenar e operar o golpe de Estado" pelo ex-ministro hondurenho Roland Valenzuela, pouco antes de seu assassinato, não só é egressa da universidade de West Point de Nova York e foi Secretária de Defesa na Embaixada de Honduras em Washington, como também trabalha como chefe de relações internacionais com uma sub-secretária da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID).


"Ela é quem coordenou que entregasse a cada um dos que serviram como executores do golpe, o que queria que fizessem e que declarassem, o que eles queriam que declarasse", revelou Valenzuela, ex-ministro da Administração Zelaya dias antes de sua morte em uma entrevista realizada pelo jornalista Ernesto Alonso Rojas, em uma rádio de San Pedro Sula, que agora circula pela Internet.

"Jackie" Foglia era até março Diretora de Relações Externas na universidade hondurenha Zamorano, "um dos centros de estudos agropecuários mais reconhecidos da América Latina", segundo seus dirigentes.

Esta instituição recebe fundos e orientações da USAID por intermédio de contratos desta dependência do Departamento de Estado, entre os quais a Iowa State University, que desenvolve um programa específico para o país centro-americano.

Em 2008, Foglia manejou a campanha "Formando Líderes para Honduras", destinada a identificar e captar jovens com futuro de dirigente, uma operação que corresponde integralmente a planos da USAID e da inteligência norte-americana para penetrar, subverter e desestabilizar.

"Os 84 por cento dos jovens hondurenhos que atualmente estudam em Zamorano recebem apoio financeiro. Isto conseguimos, ano a ano, com o solidário apoio de governos, fundações, instituições multilaterais, indivíduos e a empresa privada", confessou Foglia, uma aluna da American School de Tegucigalpa, em uma entrevista publicada pelo sítio web especializado dinero.com.

A Zamorana possui uma oficina nos Estados Unidos. "Esta oficina é vizinha da CNN, e por estar literalmente à mão, com alguma frequência a cadeia de televisão leva a seus professores a seus programas em espanhol", precisou esta elegante loira, com contatos suspeitosamente numerosos.

Tudo na carreira de Foglia a identifica com uma candidata idônea para os serviços de inteligência estadunidenses, desde a Academia Militar de West Point, onde obteve uma Licenciatura em Ciências Políticas, sua integração posterior, de 1984 a 1995, nas Forças Armadas hondurenhas, até sua recente reaparição por de trás da fachada hondurenha da instituição de caridade norte-americana, United Way, onde atua como Diretora Executiva.

Em Honduras, a United Way dedica-se a identificar e formar "futuros líderes".

Em 1987, Foglia esteve em Washington, onde fez um mestrado em Relações Internacionais e Economia Internacional na Escola de Estudos Avançados.

Internacionais da Universidade de John Hopkins. Fez o com uma beca Fulbright, uma cobertura massivamente usada pela CIA nestes anos.

Em 2002 foi enviada pelo golpista Conselho Hondurenho da Empresa Privada (COHEP) à Universidade de Carleton em Ottawa, Canadá, onde recebeu um certificado em Diplomacia e Política Comercial.

De 1991 a 1994 foi nomeada como Secretária-adjunta de Defesa na Embaixada de Honduras em Washington e, com sua volta, participou nas negociações do Tratado de Livre Comércio com o México.

Nos anos seguintes, ocupou uma longa cadeia de postos que lhe permitiu introduzir em uma variedade de setores da vida nacional: Sub-secretária de Estado no Departamento de Turismo, vice-presidente executiva do Instituto Hondurenho de Turismo, consultora em matéria de comércio internacional com Ifs Honduras Consultants (que criou) e com Alcon Group (Cargill Corporation).

Assim foi como chegou a assessorar o Ministério da Indústria e Comércio para a negociação do Tratado de Livre Comércio entre a América Central e os Estados Unidos.

Passou logo à presidenta da Câmara de Comércio Hondurenho-Americana. Enquanto atuava como membro da junta diretiva do COHEP, da Associação Nacional de Indústrias (ANDI), e da Câmara de Comércio Hondurenho-Mexicana, ocupou o posto na Zamorana que lhe permitiu apoiar a USAID e a embaixada norte-americana em seus planos golpistas para Honduras.

O ex-ministro Roland Valenzuela morreu em San Pedro Sula no dia 15 de junho último, assassinado por um delinquente, Carlos Yacamán Meza, que lhe disparou com uma pistola por trás da cabeça, ao sair de um restaurante.

Valenzuela denunciou também ao embaixador dos EUA, o cubano-americano Hugo Llorens, por participar diretamente na planificação do golpe de Estado contra o Presidente Zelaya. No dia 10 de junho de 2009, o então presidente do Congresso, Roberto Micheletti, comunicou a Llorens o rascunho publicado no dia 28 de junho de 2009, o decreto que destituiu o Presidente Zelaya.

Llorens recebeu o documento da mão de "Jackie" Foglia Sandoval.

No dia 10 de junho de 2009, circulava no Twitter a seguinte mensagem: "Jacqueline Foglia Sandoval está celebrando o triunfo da legalidade em Honduras!"

 

Fonte: Aporrea.org

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Charge por Carlos Latuff
Tradução por Lucas Morais (E-mail/Blog/Twitter)

8 de julho de 2010


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