Luta da classe trabalhadora sul-coreana deverá ampliar em 2016. Foto: mR.Son.Photo/Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)
Foi o que mostrou um levantamento da Federação de Empregadores da Coreia realizado na última terça-feira (29), que consultou suas 304 companhias filiadas. Essa opinião é compartilhada por 67,1% das empresas.
O medo de uma luta mais dura contra os trabalhadores é graças às medidas que o governo sul-coreano tenta implementar para ampliar os ataques contra a classe operária do país, favorecendo os empresários.
Desde setembro o governo da presidente Park Geun-hye tenta promulgar uma reforma trabalhista que põe em risco os salários e flexibiliza as contratações temporárias, entre outras medidas, informa a Prensa Latina.
Com isso, diversos sindicatos e movimentos sociais, encabeçados pela Confederação de Sindicatos da Coreia (KCTU), deram início à mobilizações contra tais medidas, culminando com uma gigantesca manifestação contra o governo em 14 de novembro.
Apesar de estarem sendo imensamente favorecidos pelo governo, os patrões percebem que os ataques sofridos pelos seus empregados estão sendo respondidos e que a classe trabalhadora sul-coreana não ficará inerte com tamanha injustiça.
Quase dois terços das empresas também responderam na mesma pesquisa patronal que suas negociações salariais anuais para 2016 provavelmente permanecerão paradas sem nenhum acordo por três ou quatro meses.