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230615 pameGrécia - Diário Liberdade - A principal força sindical grega, hegemonizada pelo Partido Comunista, sai hoje às ruas contra o acordo entre o governo Syriza e o Eurogrupo.


A manifestação convocada pelo PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores gregos) partirá hoje da praça Omonia da capital grega às 18 horas.

O PAME denuncia o "acordo selvagem anti-povo" e o novo pacote de austeridade que vai trazer para a Grécia graças à claudicação da social-democracia governante, sob direção de Alexis Tsipras.

Especial punição vai supor o acordo para as pessoas idosas, com novos cortes nas pensões. A principal central operária apela à luta em defesa dos interesses do povo, frente aos dos patrões, ativando o confronto nos postos de trabalho em resposta às novas "medidas bárbaras" que vão vir.

Eis o texto do PAME traduzido polo site Resistir.

Nós estabelecemos as nossas próprias linhas vermelhas

Viramos as costas àqueles que nos querem a aplaudir o governo e seus parceiros, os torcedores de uma negociação que está a levar-nos à pobreza para os lucros de poucos.

Viramos às costas aos defensores da UE, às uniões do capital e dos seus servidores que estão a protestar pelo direito a continuar a viver a partir do suor dos outros, a continuar a explorar a vasta maioria do povo ainda mais selvaticamente.

Não temos nada a ver com eles! Não somos os mesmos!

Nós não colocamos nossas palavras de ordem e cartazes sob falsas bandeiras. Não temos os mesmos interesses, as mesmas necessidades, as mesmas ansiedades e dificuldades dos nossos exploradores.

Você ou está com os monopólios ou com as necessidades do povo! Não há outro caminho! Nosso caminho é da luta, da ruptura com a UE e a via dos monopólios.

Nenhum apoio ao novo memorando, seja qual o nome que lhe seja dado!

Não-aceitação da UE bárbara e anti-povo!

No dia 11 de Junho mais de 700 organizações de trabalhadores e populares deram uma forte resposta em 60 cidades gregas.
Na terça-feira, a voz dos trabalhadores, dos pensionistas, da juventude, das mulheres será ouvida outra vez.

Nossas lutas não são um jogo na competição dos monopólios, as propostas e linha política da UE, FMI, BCE, Rússia e China. O povo não tem interesse em escolher a corda que estas forças utilizarão para enforcá-lo, seu interesse está em por em causa estas forças.

Toda a gente dever juntar-se às lutas!

Trabalhadores, desempregado, jovens, não aceitem:

- As novas e velhas leis anti-sociais de segurança.

- A continuação dos ataques ao rendimento, salários e pensões do povo.

- Os novos impostos e gravames.

Nossas vidas não podem aguentar outras medidas. Nossas necessidades não podem esperar. Exigimos, aqui e agora, em oposição à intimidação e à chantagem:

- Aumentos de salários, pensões e benefícios

- Recuperação de todas as perdas.

- Restauração dos acordos de trabalho Colectivos.

- Abolição das leis anti-trabalhador.

- Protecção real de todos os desempregados.

Organizemos a nossa resposta!

Acumulemos a nossa força!

Fortaleçamos nossos sindicatos em todos os sectores. Respondamos militantemente! Esmaguemos o clima de medo, a chantagem e as ameaças do patronato, do governo, da UE-FMI-BCE.

Só a nossa fortaleza e posicionamento podem abolir as leis anti-povo, o memorando e os patrões!"

Foto: Alkis Konstantinidi / Reuters


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