"Hoje as ilusões de que pode haver uma negociação favorável ao povo dentro da estrutura da UE e do capital estão a dissolver-se.
Hoje a burlas do SYRIZA para com o povo grego antes das eleições, quando prometeu que podia efectivamente negociar no interesse do povo dentro da aliança predatória, estão a tornar-se mais óbvios.
O povo agora precisa entrar no palco central, vencer a chantagem e o clima de intimidação, os quais estão a ser utilizados pelos prestamistas, pelo governo e por outros partidos da oposição burguesa com o objectivo de levar o povo a aceitar os novos compromissos anti-povo.
O facto de que novas medidas anti-povo estão em cima da mesa nas discussões entre o governo e os prestamistas, para além daquelas já incluídas na proposta de 47 páginas do governo, demonstra que o caminho da saída real para o povo não pode ser encontrado nas negociações respeitantes aos termos da sua carnificina mas sim na ruptura que só pode ter um conteúdo: retirada da UE, cancelamento unilateral da dívida, socialização dos monopólios, com o povo verdadeiramente a controlar as rédeas do poder".
