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110615 milagresGrécia - PCO - Credores europeus continuam pressionando para que o governo do Syriza ataque as aposentadorias.


Nesta terça-feira, 9 de junho, o governo da Grécia informou que fez uma contraproposta para os credores da UE nas negociações para estender o plano de "resgate" da dívida grega. Os sócios europeus e o FMI pretendem ampliar o programa por nove meses, liberando € 10,9 bilhões para a Grécia capitalizar seus bancos e pagar as dívidas que estão próximas de vencer.

No começo desse mês, o governo grego adiou o pagamento de uma parcela da dívida com o FMI. Três parcelas venceriam em junho, mas o governo adiou o pagamento de todas elas para o dia 30, ganhando um pouco mais de tempo para negociar.

O sentido das negociações é o mesmo desde a eleição do Syriza em janeiro. Os credores pressionam a Grécia a adotar mais medidas de "austeridade", enquanto o partido do primeiro-ministro Alexis Tsipras foi eleito para acabar com essa política.

Na contraproposta grega, o governo do Syriza se compromete com um superávit de 1% do PIB em 2015, e um aumento progressivo do imposto sobre o consumo (IVA), primeiro com um aumento de 7%, depois 12% e, por último, 23%. O principal ponto de discórdia são os cortes nas aposentadorias. O Syriza tenta não ceder nesse ponto, última resistência a uma capitulação completa diante da burguesia imperialista europeia.

Em busca de mais empréstimos de dinheiro na Europa, o governo do Syriza tem até o final de junho para negociar com UE um novo pacote de "austeridade". "Austeridade" significa corte de gastos públicos em serviços para a população, cortes de direitos trabalhistas, arrocho salarial e a privatização de tudo. Supostamente, essas medidas tirariam a Grécia da crise, mas elas já vêm sendo implantadas desde 2010, piorando a situação do País.

Com o prazo para uma negociação terminando, é possível que a Grécia tenha que sair da UE. Enquanto isso, o governo tenta vender o que resta do patrimônio público, e reconsidera uma aproximação comercial maior com a Rússia, enquanto na realidade espera mesmo por um verdadeiro milagre: a inversão dos papéis, que o imperialismo desista de cobrar a dívida e facilite a vida para o Syriza.


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