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240515 cameronReino Unido - PCO - O primeiro-ministro David Cameron disse que quer tornar o País "menos atraente" para os imigrantes.


Na última quinta-feira, 21 de maio, o primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, anunciou algumas medidas que seu governo adotará contra os imigrantes. Há menos de duas semanas, Cameron foi eleito com maioria no Parlamento e os conservadores passaram a governar sem a necessidade de coligação.

Sem dividir o poder com os liberais democratas, que entraram em colapso nas eleições, e depois de adotar uma agenda mais direitista pressionados pelo fenômeno do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), o governo de David Cameron terá um significativo deslocamento à direita.

Entre as medidas anunciadas por Cameron nesta quinta-feira estão a possibilidade de expulsão sumária de imigrantes ilegais e a possibilidade de o governo confiscar o que eles ganharem trabalhando no País, tanto o trabalho quanto os ganhos dos imigrantes ilegais serão colocados fora da lei. Ou seja, o governo poderá tomar o dinheiro dos imigrantes e chutá-los para fora do País.

Os bancos também serão obrigados a dar informações sobre seus correntistas, para facilitar a identificação de imigrantes e ilegais e de seu dinheiro. E isso é apenas o começo do novo governo de Cameron.

Outra frente para combater a imigração será o corte de benefícios sociais para os imigrantes legais. Pessoas de todos os países da União Europeia (UE) podem entrar livremente no Reino Unido, e têm direito aos benefícios sociais do País, como, por exemplo, acesso à saúde pública e ao seguro desemprego.

Por conta disso, há um grande fluxo de migração do leste europeu para o Reino Unido. Cameron quer tornar o Reino Unido "menos atraente" para esses imigrantes. Para suspender esses benefícios sociais, no entanto, Cameron terá negociar com a UE.

Também pressionado pelo UKIP, o Partido Conservador passou a falar, durante o ano passado, em rever a permanência do Reino Unido no bloco da UE. Cameron promete fazer um referendo para consultar a população sobre a questão até o final de 2017, mas a consulta pode acontecer antes. Independente dos desdobramentos, o ataque neoliberal da extrema-direita já começou.


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