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020215 chiChina - PCO - O governo chinês abriu uma linha de crédito para a os membros da Celac por US$ 35 bilhões, da qual poderão participar os países que mantêm relações diplomáticas com Taiwan.


O governo chinês abriu uma linha de crédito para a os membros da Celac (Comunidade dos Estados Latinoamericanos e do Caribe) por US$ 35 bilhões, permitindo a participação, inclusive, de 12 países, na maioria centro-americanos, que mantem relações diplomáticas com Taiwan e não com Pequim. A Venezuela, atingida pela forte queda dos preços do petróleo, tenta abocanhar uma parte importante dessa linha de crédito, com o objetivo de conter o aprofundamento da crise. Por esse motivo, o presidente Nicolás Maduro esteve na China e na Rússia numa visita de última hora, que também incluiu o Irã.

Após o colapso capitalista de 2008, uma das medidas impostas pelo imperialismo para conter o aprofundamento da crise na região e permitir descarregar o peso da crise a partir dos países centrais foi o direcionamento maior das economias desses países para tornar-se exportadoras de matérias primas para a China. Dessa maneira, o efeito colateral dessa política tem sido o aumento da influência dos chineses na região, da mesma maneira que tinha acontecido na década passada, quando os norte-americano se concentrava nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

Nas recentes reunião de cúpula realizadas entre o governo chinês e a Celac, sem a presença dos Estados Unidos, foram ampliados os acordos comerciais.

Os investimentos chineses no Brasil superam os US$ 90 bilhões. No México, os US$ 39 bilhões. No Chile, somam quase US$ 34 bilhões. Na Venezuela, quase US$ 20 bilhões e, na Argentina, chegam a quase US$ 15 bilhões. O Equador acabou de obter créditos por US$ 6,3 bilhões.

Para o próximo quinquênio, que contempla o período entre 2015 e 2019, os investimentos estão previstos em US$ 35 bilhões, fundamentalmente orientados à exploração dos recursos naturais.

Após ter multiplicado em dez vezes o comercio com a América Latina, nos últimos dez anos, a China tornou-se o segundo maior investidor na região, atrás dos Estados Unidos, com um volume de US$ 260 bilhões. A política continua a mesma. A China leva embora as matérias primas e os recursos energéticos e fornece produtos manufaturados, com a expectativa de dobrar o volume do comercio na próxima década, O imperialismo norte-americano tem se orientado principalmente a parasitar os países latino-americanos, que são considerados o quintal traseiro dos Estados Unidos, aumentando o parasitismo por meio de mecanismo meramente especulativos, como a dívida pública, a entrada de capitais especulativos e a lei de patentes, entre outros.


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