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Galiza fora dos Jogos da CPLP que começaram ontem em Maputo

300710_maputoDiário Liberdade - Começou nesta quinta-feira (29) a sétima edição dos Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mais uma vez, sem participação galega.


Os Jogos começaram a disputar-se há 18 anos, como parte da política de cooperação entre os países de expressão portuguesa. Sucessivas tentativas de incorporar a Galiza têm batido com a incompreensão ou a falta de compromisso dos sucessivos governos autonómicos galegos, obedientes das diretrizes de Madrid.

A primeira edição aconteceu em 1992 em Portugal, participando na altura 500 atletas de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil.

Em 1995, foi a vez da Guiné-Bissau, diminuindo para 300 as e os atletas participantes.

A terceira edição foi em Moçambique em 97, voltando a aumentar para 500 a lista de desportistas concorrentes numa competição que estabelece a inexistência de países vencedores, dando assim mais importância ao convívio entre os povos lusófonos.

Depois da terceira edição, só se chegou à quarta em 2002, na cidade cabo-verdiana da Praia. Em 2005 os jogos voltaram a realizar-se em território africano, aí em Angola, na que foi quinta edição, e que viu aumentar o número de países participantes graças à incorporação de Timor Leste, só como observador, dada a precariedade do país após décadas de opressão indonésia e a recente independência. Nessa edição, transcorrida em Luanda, foram 700 as e os atletas participantes.

Três anos depois, a sexta edição dos jogos foi para o Brasil, com 600 participantes e com Timor novamente presente.

Agora chega a sétima edição, coincidindo com as anteriores numa triste circunstância:  devido à sua falta de soberania e ao desinteresse dos "seus" governos pró-espanhóis, a Galiza, berço da língua que dá sentido à Comunidade de Países de Língua Portuguesa fica, mais uma vez, fora.

 


Informação de Agências sobre a sétima edição dos Jogos da Lusofonia

O evento mobilizou a capital moçambicana, lotando hotéis e enchendo a cidade de faixas e de delegações. É a segunda vez que Maputo recebe os jogos – a primeira foi em 1997.

Participam cerca 600 atletas de Moçambique, Angola, Portugal, do Brasil, de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, da Guiné-Bissau e do Timor Leste, que disputam medalhas em seis modalidades: handebol feminino, atletismo masculino e feminino, basquete masculino, futebol masculino, tênis masculino e feminino e vôlei de praia masculino e feminino.

O limite de idade para os atletas é de 16 anos, a não ser nas modalidades paraolímpicas (categorias PPD T-12 e T-13), em que pode competir quem tem até 20 anos.

Além das competições esportivas, estão previstas atividades culturais com artistas dos oito países, para reforçar o lema escolhido para esta edição: "Uma comunidade, uma língua, um mar de culturas".

O Brasil traz uma delegação de 67 pessoas, mas nenhuma desembarcou a tempo de participar da cerimônia de abertura dos Jogos. O voo que viria de São Paulo para a África do Sul foi cancelado. Os atletas só chegariam à noite e não haveria tempo de fazer a conexão para Maputo.

Quatro integrantes do comitê organizador vestiram camisetas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e carregaram a placa com o nome do país na festa de abertura, no Pavilhão Esportivo de Maxaquene. O presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, participou da abertura do evento.

O Brasil tem atletas em três das seis modalidades da competição. No basquete masculino, será representado pelo time do Colégio Pessoa, de São Paulo. No handebol feminino, pelas alunas do Colégio Anglo Líder, de Pernambuco.

As duas equipes foram as vencedoras, na categoria 15 anos, das Olimpíadas Escolares de 2009. O Brasil também compete no atletismo para homens e mulheres, bem como no paraolímpico.

De acordo com o chefe da delegação brasileira, Jessé Oliveira, o país não traz estrelas ascendentes na delegação. Só promessas. "Estamos vindo com um grupo de atletas das modalidades coletivas que só participaram de competições escolares do Brasil", disse ele.

"Alguns do atletismo já são ranqueados pelas suas federações e, possivelmente, já participaram de alguma competição internacional. Mas é possível que, para alguns, seja a primeira vez que estão saindo do Brasil, e até de seu estado, e indo para um outro continente."

A ideia, segundo Jessé, é preparar a novíssima geração, dando a ela chance de entrar em contato com o exterior desde muito cedo. E não só para o esporte. "Não queremos formar apenas atletas, mas também bens cidadãos".

A competição segue até o dia 7 de agosto.

Fonte: Agências/Vermelho/Angop


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