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100416 mdacPortugal - Esquerda - O ex-presidente do partido Luís Marques Mendes, atual conselheiro de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa, é consultor, desde 2012, da Abreu Advogados, envolvida em transações que passaram pela Mossak Fonseca.


Já o ex secretário de Estado José Eduardo Martins é sócio da sociedade de advogados. “Panama papers” exibem mentiras na Comissão de Inquérito ao BES.

Segundo noticiou o jornal Expresso este sábado, “entre os quase 90 intermediários ou assessores portugueses que já estiveram envolvidos em transações que passaram pela Mossak Fonseca estão firmas como a Abreu Advogados”.

O semanário assinala que a sociedade de advogados teve operações com offshores de clientes da Mossack Fonseca, pelo menos, entre 2010 e 2011, via MCM Trading, entretanto desativada em outubro de 2011. Em declarações ao jornal Expresso, a sociedade de advogados garantiu que "cumpre escrupulosamente todos os procedimentos legais", sublinhando que não adianta mais informações por "limitações de sigilo profissional".

A Abreu Advogados conta nos seus quadros com dois ilustres do PSD: Luís Marques Mendes - ex ministro e antigo presidente do partido, e atual conselheiro de Estado indicado por Marcelo Rebelo de Sousa - é consultor, desde 2012, da sociedade de advogados Abreu Advogados, e o ex secretário de Estado do PSD José Eduardo Martins é sócio desde 2005.

“Panama papers” exibem mentiras na Comissão de Inquérito ao BES

A ES Enterprise, criada em 1993, e utilizada como saco azul do Grupo Espírito Santo para pagamentos extra não documentados, também consta dos “Panama papers”.

Segundo refere o jornal Expresso, este saco azul do GES alicerçava-se em 300 offshores, pelos quais terão passado mais de 300 milhões de euros em cerca de 21 anos. Os documentos revelam que Ricardo Salgado e José Manuel Espírito Santo tinham acesso direto às contas offshore, contudo, todos os membros do conselho superior do Grupo podiam ter acesso ao dinheiro.

Ao contrário do que referiu Ricardo Salgado à Comissão Parlamentar de Inquérito do BES, a Espírito Santo Enterprises foi muito mais do que uma prestadora de serviços: "A Espírito Santo Enterprises que eu tenho visto divulgada abundantemente pela imprensa como um ´saco azul´ não é um saco azul, senhores deputados".

"Foi uma sociedade recente. Eu penso que ela é recente", afirmou, por sua vez, José Manuel Espírito Santo Silva.

Ainda que a Espírito Santo Enterprises tenha sido criada por todos os membros do Conselho Superior do GES, do qual era presidente Ricardo Salgado e vice-presidente José Manuel Espírito Santo Silva, este último teve falhas de memória durante a sua audição: "A Espírito Santo Enterprises tive conhecimento dela há pouco tempo. Não sei de que sociedade é que ela está dependente. Não tenho nenhum conhecimento de operações que ela fazia. Penso, pelo que me disseram, que era uma sociedade que fornecia serviços partilhados às várias instituições do Grupo. É isso que eu sei."

José Manuel Espírito Santo Silva assegurou também que não tinha conhecimento de quem eram os detentores da empresa, quem compunha o Conselho de Administração, contabilista ou auditores.


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