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160910_professoradoMoçambique - Canalmoz - Cerca de vinte professores da Escola Secundária "22 de Setembro", no bairro do Aeroporto "A", arredores de Maputo, estão em greve desde a última segunda-feira, exigindo salários em atraso dos últimos três meses. Os docentes acusam a direcção da escola de violação dos acordos contratuais, além de enveredar pela política de dividir para reinar.


Trata-se de uma escola privada, com cerca de 600 alunos inscritos na 8ª a 12ª classes, com licença do Ministério da Educação."Se a direcção da escola não pagar os nossos ordenados em atraso, não vamos retomar as aulas. Pagaram um quarto de salários em dívida a um grupo de professores para enfraquecer-nos, mas porque os colegas não são cobardes, também estão em greve'', disseram.

Os professores acrescentaram que na manhã desta terça-feira, no recinto escolar, um grupo de alunos de 10ª e 12ª classes estava a preparar um abaixo assinado para a direcção da escola onde exigiam a continuação de aulas ou a devolução do dinheiro de matrículas e das propinas até aqui pagos, uma vez que só faltam 45 dias para o fim das aulas e a realização dos exames.
Por exemplo, os revoltosos disseram que os alunos da 8ª classe pagam 400MT de matrícula e 250MT de mensalidades; os da 9ª classe pagam 450MT de matrícula e 290 de propinas; Os de 10ª classe pagam 450 MT de matrícula e 300 meticais de propinas; Na 11ª e 12ª classes, a matrícula está fixada em 500MT, enquanto as mensalidades são de 330 e 340MT, respectivamente.
Os estudantes garantem que pagam mensalmente estes valores, mas a direcção da escola não consegue pagar os salários dos professores contratados para leccionar.
Um aluno de nome Joel Macamo, da 10ª classe, contou que a greve que se observa naquele estabelecimento de ensino é o culminar das desinteligências entre os docentes e a direcção da escola que se arrastam desde Junho.
"Desde os finais do último trimestre que os professores não apareciam com frequência. Já esta semana nenhum professor se fez a escola alegando falta de salários, como é que ficará resolvido o caso de classes com exames?, questiona.
Aida Mabote, estudante da 12ª classe, disse que os professores de Desenho e Biologia há muito que não vão à escola. E a situação agravou desde a segunda-feira, altura em que entraram em greve.
Disse que na terça-feira de manhã estiveram na escola os professores de Química, Inglês, Física e Matemática, mas nenhum deles se dirigiu às respectivas salas de aulas, tendo dito que, enquanto não receberem, as aulas continuarão suspensas.
"Não percebemos como é que os professores não têm salários porque a maior parte dos alunos tem a sua parte das propinas resolvidas", lamentou.

Dirigentes da escola andam fugitivos

Entretanto, um dos guardas da escola que não quis se identificar disse ontem ao Canalmoz que desde Junho passado que a escola tem vindo a enfrentar dificuldades financeiras.
A fonte disse que o director e o seu adjunto não pisam na escola desde a semana passada. "Dizem estarem à procura de dinheiro para pagarem as dívidas". "A secretaria e o gabinete dos directores estão fechados, ninguém está aqui, foram à procura de dinheiro'', explicou o guarda quando pretendíamos dialogar com alguém da direcção da escola.
A escola Secundária "22 de Setembro" matriculou no presente ano cerca de 600 estudantes subdivididos em três turnos. Além de 20 professores, a escola conta com mais 10 funcionários entre guardas, serventes e pessoal administrativo.


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