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140710_sidaMoçambique - Canalmoz - O consumo abusivo de álcool e de outras drogas e o pouco uso de preservativo entre os homossexuais contribui para a propagação do vírus do HIV/Sida neste grupo, conclui uma pesquisa sobre a sexualidade entre os homossexuais em Maputo. Aponta também que o facto é agravado pela direcção de campanhas de prevenção e combate ao HVI/Sida a grupos heterossexuais.


A pesquisa refere ainda que a vulnerabilidade de contrair o vírus da Sida, a que os homossexuais estão expostos, é acrescida pela pressão social exercida sobres eles a ponto de manterem relações sexuais de forma oculta. Eles, segundo o documento, dificilmente buscam apoio nos serviços de saúde e em outras entidades que trabalham na área afim, porque têm medo de revelar as suas identidades e práticas sexuais. Temem, inclusivamente, a hostilização por parte da população em geral.

A pesquisa chama-se "Estudo Sobre Vulnerabilidade e Risco de Infecção Pelo HIV entre Homens que fazem Sexo com Homens". A LAMBDA – Associação de Defesa de Minorias Sexuais, em parceria com a PSI, Pathfinder e UNFPA, diz tratar-se do primeiro estudo de género em Moçambique.

De acordo com o estudo, há um conhecimento muito elevado em relação ao HIV no seio dos homossexuais. Mas as contaminações pela Sida, devido ao não uso do preservativo, e ao uso de objectos cortantes, persistem. Parte significante dos inqueridos "não associa a prática de sexo oral e do sexo anal, comuns entre os homossexuais, ao risco de infecção do vírus da Sida".

O estudo diz que alguns cidadãos abrangidos pelo inquérito assumem que "o sexo anal não oferece risco de infecção".

Nesse sentido, Marcos Beneditti, um dos pesquisadores, diz que a falta de mensagens e de programas específicos para esse grupo até aqui reprimido pela sociedade, contribui para a natureza da situação. Contudo, defende que um cenário contrário baixaria os riscos de contaminação. Beneditti refere ainda que pouca informação sobre os riscos do sexo anal e oral desprotegidos entre os homossexuais é disseminada nos actuais programas de prevenção de combate ao Sida em curso no país.

O estudo faz alusão ao sexo comercial. Fala da existência de homens que fazem sexo por puro afecto com outros homens, mas com ênfase para ganhar dinheiro ou outros meios materiais. Estes factos "constituem mais um factor de vulnerabilidade e de exposição ao HIV, uma vez que num contexto de relações transaccionais a negociação do uso do preservativo é mais difícil".

Tal como tem acontecido em outros estudos, a pesquisa a que nos referimos considera que o desemprego e a pobreza são outros factores que concorrem para a comercialização do sexo e, consequentemente, a transmissão da Sida.

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