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230416 carralGaliza - Agora Galiza - Lembramos e reivindicamos com orgulho a sublevaçom galega de abril de 1846, gravada na consciência popular como os “mártires de Carral”.


Após várias semanas insurrecionais, a 26 de abril de 1846 um grupo de militares leais ao chefe militar da sublevaçom galega Miguel Solis, fôrom fusilados no adro da igreja de Santo Estevo de Paleo, pola sua ousadia de se erguer contra a Coroa espanhola.

Lembramos e honramos tod@s @s retaliad@s por simpatizar ou colaborar com o pronunciamento de 1846, todos os galegos e galegas que sofrérom prisom, torturas, desterro ou exílio, após em Carral a Revoluçom ser afogada por Espanha em sangue, pois um povo sem memória carece de futuro.

Num século convulso, em que a geraçom dos pais e os avós dos sublevados no 46 librou umha guerra de resistência popular contra a implacável e brutal maquinária militar imperialista napoleónica, em que no contexto estatal se dam repetidas colisons entre as forças favoráveis às transformaçons sociais e políticas e os setores mais reacionários da oligarquia espanhola, o levantamento de 1846 é bastante mais do que mais um pronunciamento militar.

Naquela altura, em plena ditadura do general Narváez da rainha espanhola Isabel II, a sociedade galega é maioritariamente rural, agindo o caciquismo como garante do seu submetimento. A emigraçom já é umha triste e sangrante realidade. O poder adquisitivo da classe operária retrocede consideravelmente.

Neste contexto emerge umha geraçom de inteletuais que descobrem Galiza: o seu território e geografia, a sua história, a sua língua, as suas tradiçons, denunciando a situaçom de pobreza do campesinato, a perseguiçom da cultura galega, o atraso e a marginaçom da Galiza em todos os sentidos. É a geraçom, entre outros, de Francisco Anhom, de Benito Vicetto e de Antolim Faraldo.

Faraldo será o pai ideológico do movimento Provincialista, que se somaria ao pronunciamento de Solis e que acabaria influindo ideologicamente na sublevaçom. Como secretário da emergente institucionalidade revolucionária é o autor da primeira proclama insurgente após a constituiçom da Junta Suprema do Reino da Galiza onde se constata umha explícita reivindicaçom da Galiza como sujeito político diferenciado. “Galiza, arrastando até aqui umha existência oprobiosa, convertida numha verdadeira colónia da corte, vai levantar-se da sua humilhaçom e abatimento. Esta Junta, amiga sincera do país, consagrará-se constantemente a engrandecer o antiguo reino da Galiza, dando proveitosa direçom aos numerosos elementos que atesoura no seu seio, levantando os alicerces de um porvir de glória. Para conseguí-lo esforçará-se constantemente em fomentar interesses materiais, criar costumes públicas, abrir as fontes naturais da sua riqueza decrépita fundada sobre a ignorância. Acordando o poderoso sentimento de provincialismo, e encaminhando a um só fim todos os talentos e todos os esforços, chegará a conquistar Galiza a influência de que é merecedora, colocando-se no alto lugar a que está chamado o antigo reino dos suevos”.

O Provincialismo foi um movimento político muito heterogéneo, aglutinando do liberalismo socializante e o republicanismo até posiçons tradicionalistas, mas partilhando a primária necessidade de descubrir e reivindicar a Galiza.

A 23 de abril de 1846, na batalha de Cacheiras, os alçados sofriam umha severa derrota militar de maos das tropas leais a Narváez, precipitando-se o final de umha esperança transformadora. Horas depois o levantamento capitulava e, entregados os vencidos, o dia 26 sobrevinha o trágico desenlace com o fusilamento em Carral de Solis e os oficiais leais.

A Revoluçom Galega de 1846 nom sendo um levantamento de caráter independentista galego, sim que foi a cenificaçom de um choque entre as forças transformadoras, aqueles setores sociais que atesouravam no seu seio potencial revolucionário polas suas condiçons materiais ou por diferenças ideológicas manifestas, e os estamentos privilegiados do regime monárquico e centralista espanhol, que representavam a reaçom.

No 170 aniversário da Revoluçom Galega de 1846 a esquerda independentista, socialista e feminista galega articulada em Agora Galiza reivindicamos desta experiência combativa do nosso povo a importáncia, vigência e necessidade do direito à rebeliom, mas também como um referente, semente do que posteriormente foi o desenvolvimento do movimento de libertaçom nacional galego.

Hoje, neste abril de 2016, levantamos a espada insurreta do marechal Miguel Solis e a pena sublevada de Antolim Faraldo, para mais umha vez proclamar e atualizar a declaraçom revolucionária de 1846 de que nom estamos dispost@s, 170 anos depois, a que a Galiza caminhe inexoravelmente face a sua assimilaçom polo imperialismo espanhol e o da UE.

Só um povo unido, organizado e insurreto evitará a nossa derrota como naçom e como classe.

A luita é o único caminho! Venceremos!

Na Pátria, 21 de abril de 2016

Direçom Nacional de Agora Galiza


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