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100311_poucaguaMoçambique - Jornal de Notícias - Os bairros suburbanos de Déguè, Sansão Muthemba, Matundo, Mphadue, Chingodzi e Matundo, no município da cidade de Tete, enfrentam sérios problemas de carência de água potável para o consumo dos seus residentes, uma situação agravada, nos últimos cinco anos, com o crescimento da sua população.


Como alternativa, os residentes recorrem aos rios Zambeze e Revobue para a obtenção do precioso líquido, muitas vezes consumido sem o devido tratamento prévio, com todos os riscos que tal representa para a saúde pública.

 

Para inverter o cenário, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Tete, César de Carvalho disse ao nosso jornal que a edilidade que dirige, em coordenação com o Fundo de Investimento do Património de Abastecimento de Água (FIPAG), está a encetar esforços no sentido de alargamento da rede de abastecimento do precioso líquido, sobretudo para os bairros periféricos da urbe.

"Estamos preocupados porque os secretários dos bairros trazem-nos, em todas as semanas, informações sobre pessoas e animais domésticos como bovinos e caprinos atacados por crocodilos nas margens dos rios Zambeze e Revobue quando lá vão à busca de água. Com vista a reduzir esse risco, sobretudo para os residentes dos bairros Sansão Muthemba, Chingodzi, Matundo e Mphadue, decorre desde os finais de 2009, um trabalho de expansão da canalização de água potável àquelas zonas residenciais mas que, devido à demanda da sua população, cujo número vem conhecendo um crescimento muito assinalável, particularmente nos últimos cinco anos, as fontes ora colocadas se mostram insuficientes para a satisfação das necessidades de abastecimento de água", disse César de Carvalho.

O chefe da edilidade da cidade de Tete referiu, no entanto, que em algumas zonas suburbanas, onde são necessários maiores investimentos financeiros e materiais para se levar água canalizada, o Executivo local está a equacionar a possibilidade de abertura de alguns furos acoplados de bombas manuais para a captação do precioso líquido, concretamente no interior dos bairros Déguè, Mphadue e Sansão Muthemba.

Outra questão que preocupa os residentes locais relaciona-se com as vias rodoviárias que se encontram quase intransitáveis devido ao seu avançado estado de degradação. Sobre a matéria, o presidente do Conselho Municipal da Cidade de Tete disse que, nesta primeira fase, as atenções do seu Executivo estão viradas para as rodovias da zona de cimento onde, segundo afirmou, decorrem trabalhos de reparação de algumas vias destruídas pelas chuvas, particularmente nos meses de Dezembro e Janeiro últimos.

"Estamos, com os nossos meios, a reparar algumas estradas e ruas da cidade de cimento, como por exemplo, a entrada para o centro da cidade, no troço Steia/Fofinha e Casa Mortuária/TTA, onde o seu asfalto foi arrasado pelas águas das chuvas. Trabalho idêntico está em curso no bairro Chingodzi, com a terraplenagem das principais ruas que dão acesso àquela zona residencial de expansão da cidade", explicou César de Carvalho.

O Conselho Municipal da Cidade de Tete vai, ainda no decurso deste ano, com o envolvimento das estruturas políticas e administrativas dos bairros, iniciar um recrutamento de voluntários que, através do programa "Comida pelo Trabalho", vão proceder à reparação manual das vias de comunicação rodoviária com o interior dos bairros.


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