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070316 ativistaHonduras - Opera Mundi - "Os responsáveis são os grupos empresariais em comunhão com o governo"; família citou empresas envolvidas em projeto a que Berta Cáceres se opunha.


Família de Berta Cáceres afirma que o governo de Honduras permitiu "perseguição,

criminalização e assassinato" da ativista. | Foto: Goldman Environmental Prize

Familiares da líder indígena e ativista ambiental hondurenha Berta Cáceres, assassinada na última quinta-feira (03), divulgaram um comunicado neste domingo (06) no qual responsabilizam empresas transnacionais e o Estado hondurenho pela morte de Cáceres.

“Responsabilizamos a empresa DESA, os organismos financeiros internacionais que apoiam o projeto [de uma hidrelétrica], o banco holandês FMO, Finn Fund, BCIE, Ficohsa, e as empresas envolvidas CASTOR, grupo empresarial ATALA pela perseguição, criminalização, estigmatização e constantes ameaças de morte contra sua pessoa”, diz a nota.

“Responsabilizamos o Estado hondurenho por ter dificultado em grande medida a proteção da nossa Berta”, afirmam os familiares. De acordo com eles, as autoridades optaram por ficar do lado das grandes empresas e permitiram a “perseguição, criminalização e assassinato” da líder.

A família pediu ainda que “que se esclareçam as responsabilidades da empresa DESA” na morte de Cáceres e disse estar convicta de que “os motivos do seu vil assassinato foram sua resistência e luta contra a exploração dos bens comuns da natureza”. “Os responsáveis são os grupos empresariais em comunhão com o governo nacional”, afirmaram os familiares.

No dia da morte da ativista, movimentos sociais e organizações civis hondurenhas se manifestaram e culparam o governo do país pelo assassinato. “Não é hora de nos lamentar, mas de nos entrincheirarmos, de criar coesão entre todos os movimentos sociais e os defensores de direitos humanos. Não é hora de chorar, porque a morte de Berta Cáceres não é uma mensagem, mas um ataque que subiu de nível”, disse à emissora Telesur Betha Olivo, coordenadora do Comitê de Familiares de Detidos Desaparecidos em Honduras (Cofadeh).

O ator norte-americano Leonardo DiCaprio também se manifestou, por meio de seu perfil oficial no Facebook. “Uma notícia incrivelmente triste chegou de Honduras nesta manhã. Todos deveríamos honrar as valentes contribuições de Cáceres”, diz a mensagem, postada no dia do assassinato da ativista.


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