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161115 dousPortugal - Jornal Mudar de Vida - A direita portuguesa anda de cabeça perdida. Porquê? Habituou-se, em 40 anos e sobretudo nos últimos quatro, a fazer o que queria sem réplica à altura: distribuir lugares entre si, roubar à vontade, impor todos os sacrifícios à massa trabalhadora.


Em 4 de outubro a autoridade formal para o fazer sofreu um abalo inesperado. Tanto bastou para que se seguisse o pânico.

O pânico da direita tem a ver com a fragilidade que, como toda a burguesia bem sabe, afecta o seu próprio poder, debilitado por uma crise interminável que lhe estreita a capacidade de comprar o sossego das classes assalariadas — e ao mesmo tempo a obriga a espoliá-las cada vez mais.

As alusões exaltadas ao fantasma do PREC traduzem o receio das classes dominantes do retorno da luta de classes, da luta anticapitalista. Um fantasma mais temível ainda que o PREC propriamente dito porque um movimento desses, hoje, não se levantaria contra uma ditadura caduca — mas contra uma democracia apodrecida e sem saída.

Não teria por alvo meia dúzia de favoritos protegidos por um regime fechado — mas uma classe inteira de capitalistas que estendeu a exploração assalariada a todos os cantos do país.

Não teria como tarefa expandir e modernizar um capitalismo nacionalista, incipiente, dependente da mama colonial — mas suplantar um capital senil, internacionalizado, parte integrante de uma teia imperialista, que constitui ele mesmo um obstáculo ao crescimento material e ao progresso social.

Não teria de arrastar o peso morto de um campesinato analfabeto e temente a deus — mas soltaria as energias de um proletariado muito mais numeroso e instruído.

Porque, enfim, um tal movimento não seria desencadeado por uma tropa cansada da guerra, nem tutelado por nenhum MFA — mas seria gerado pelas contradições do regime de exploração e tenderia por isso a mobilizar a massa dos assalariados e a assumir a forma de um confronto de classe contra classe.


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