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020915 mroviraPaísos Cataláns - BRIGA - A continuaçom reproduzimos a entrevista que Maria Rovira, membra das CUP (Candidaturas d’Unitat Popular) e militante do movimento juvenil dos Països Catalans, respostou para BRIGA no XERFAS nº14.


Falar das CUP, é falar, para nós, de participaçom assemblearia, de rebeldia, de compromisso ou de ganas. Com passo lento mas firme, ou com trabalho de formiga, como bem expressou David Fernández, venhem de quadruplicar representaçom nas cámaras municipais da Catalunha nas eleiçons de 24 de maio.

Agora temos a oportunidade de entrevistar María Rovira, que vem de entrar como representante das CUP na cidade de Barcelona.

BRIGA: Em 2003 as CUP apresentam 12 listas em Catalunha, em 2015 apresentan 163, e triplicades votos respeito às de 2011. Dum ponto de vista global como analisades ou analisas estes resultados?

Entendemos que o percurso de trabalho de formiga que vimos fazendo há muitos anos deu os seus frutos, ainda que somos conscientes que ainda fica muito percurso. O nosso projeto é essencialmente municipalista, o que significa trabalhar desde a construçom de alternativas reais desde a rua, os bairros, as praças e utilizando também a ferramenta institucional para poder consolidar o nosso projeto nitidamente anticapitalista, feminista e de construçom dos Països Catalans. Devemos continuar construindo mediante o trabalho diário sem esquecer que as ruas devem ser sempre o nosso espaço de trabalho. Assim pois, os bons resultados obtidos indicam-nos que estamos no bom caminho. Agora devemos consolidar projetos e trabalhar mui duro para que os concelhos sejam ferramentas ao serviço das classes populares de transformaçom social e nom de gestom da miséria.

BRIGA: Em Barcelona concretamente conseguides entrar 3 representantes das CUP, entre elas tu, com 27 anos. Está presente a juventude revolucionária nas candidaturas e na vida política da organizaçom em geral?

Eu comecei a minha militáncia em CAJEI (Coordinadora d’Assemblees de Joves de l’Esquerra Independentista) e posteriormente em Arran (fruto da confluência entre CAJEI i Maulets – umha outra organizaçom juvenil de l’Esquerra independentista) até há dous anos. Posteriomente comecei a militar nas CUP de Barcelona. Arran é a organizaçom juvenil de referência para l’Esquerra independentista, também em Barcelona.

A relaçom é de igualdade entre ambas organizaçons, e está claro que o feito de ter militado e crescido na organizaçom juvenil dá-che umha perspetiva e umhas ferramentas imprescindíveis para desenvolver a atividade política tendo em conta a perspetiva juvenil. Ao mesmo tempo, todos os passos dados desde as CUP Capgirem Barcelona na área de juventude serám decididas polos jovens que formam parte da candidatura e ao mesmo tempo Arran, entendendo que som o nossoo referente juvenil.

BRIGA: Quais cres que som as chaves do éxito alcançado até o de agora na vossa intervençom política, e quais devem ser a partir de agora para nom mudar o rumo face a independência e mantendo as CUP aliás como força referente de cámbio social e luita antipatriarcal?

O fundamental e imprescindível é ter a capacidade de denunciar, resistir às políticas que som um ataque direto à classe trabalhadora, ao nosso povo e às mulheres, e ao mesmo tempo concienciar e construir a alternativa real. É fundamental ter umha intervençom política de denúncia mas devemos ir além disso; devemos construir a alternativa económica, a alternativa ao modelo de relaçons patriarcais, devemos construir a economia feminista… de todas as frentes. Assim pois, a chave é trabalhar e luitar muito, do mesmo modo que é imprescindível gerar sinérgias com todos os coletivos mobilizados e que luitam pola construçom da sociedade feminista, com umha economia ao serviço das classes populares e que esteja a favor da liberdade dos povos.

BRIGA: Que medidas concretas propondes no vosso programa eleitoral em matéria de juventude?

Em matéria de juventude há 4 eixos fundamentais, ao tempo que propomos que se reconheça o direito ao sufrágio a todas as pessoas residentes maiores de 16 anos, tanto por escolher como para ser escolhid@s, independentemente da sua origem.

Como premissa fundamental temos mui claro que os jovens somos um coletivo de pessoas com umhas problemáticas próprias e por este motivo é necessário que todo o que se faga em relaçom aos e às jovens deve ser decidido a partir de nós. Assim pois, os quatro eixos de intervençom que temos elaborado do grupo de trabalho em matéria de juventude se realizárom por jovens.

Em primeiro lugar há um eixo de espaços e modelo de socializaçom em que propomos a derrogaçom imediata da ordenança de civismo, já que entendemos que criminaliza a pobreza do mesmo modo que privatiza o espaço de socializaçom de todas las pessoas, incluid@s @s jovens; cremos também numha defesa dos espaços de autoorganizaçom popular, como som os centros sociais ocupados que @s jovens utilizam para organizar-se, formar-se e construir umhas relaçons nom mercantilistas e nom patriarcais. Neste mesmo ponto propomos também que os espaços dos distintos bairros de titularidade pública sejam gestionados desde @s jovens para poder garantir que os distintos coletivos sejam quem de decidir como se organizam em cada bairro.

Neste segundo lugar, em matéria laboral entendemos que é imprescindível assegurar que tod@s @s jovens estejam formad@s respeito aos seus direitos laborais, fomentando também o trabalho colaborador e cooperativo; tod@s @s jovens devem ter as ferramentas para afrontar a sua vida laboral.

Em terceiro lugar trabalhamos em base ao eixo de emancipaçom em matéria de vivenda; assim pois, propomos um parque de vivenda público e apoiar as ocupaçons de vivendas trabalhando para a açom coletiva e em rede. Queremos assegurar a emancipaçom juvenil em matéria de vivenda para assegurar o desenvolvimento digno de tod@s @s jovens.

Finalmente, polo que respeita à educaçom sexo-afetiva, entendemos que é imprescindível a criaçom de centros em que se eduque nesta matéria, e entre outras cousas se dé informaçom de métodos anticonceptivos em cada bairro. É necessário que tod@s podamos ter acesso a umha educaçom sexo-afetiva com perspetiva feminista, de qualidade.

BRIGA: Paralelamente ao vosso aumento representativo nas instituiçons, as “marés” ou “candidaturas cidadanistas” obtiveram outro mui bom resultado, sobre todo nas cidades. Que cenário se abre agora no processo independentista com estes novos atores? E qual cres que será o papel, também a nível estatal, de forças articuladas ao redor de Podemos?

Devemos ter mui claro que o processo independentista é do povo. Nom tem nome de nengum partido político e a soberania de este processo deve residir sempre no povo. Ao mesmo tempo, cremos que nom há liberdade para os povos presos do estado espanhol; nom há relaçom posível de igualdade, temo-lo visto durante 35 anos e cremos que o processo constituinte deve passar por umha independência real de todos os povos do estado espanhol.

Ao mesmo tempo, quando falamos de independência também falamos de independência dos mercados e da liberdade real de todas as mulheres; para nós som indivisíveis os três eixos do nosso projeto (independência, socialismo e feminismo), de facto para nós estes três elementos som o projeto em si.

Assim pois, estas candidaturas devem respeitar o direito do povo catalám a ser livre e construir o seu futuro, do mesmo modo que cremos que nunca poderemos conseguir a plena soberania como pessoas num estado criado em base às leis do franquismo que obedece aos ditados da troika, que tem fobia a que a gente tome as suas próprias decisons. Entendemos que umha parte do povo catalám –devemos ter em conta que no País Valencià e as Illes Balears nom se pudo votar- já decidiu, e que o seguinte passo deveria ser aceitar a independência dumha parte do nosso país para poder começar um processo constituinte em que se ponha no centro de toda atividade as pessoas e as suas necessidades, para poder construir a vida digna que todas as pessoas merecem viver e continuar trabalhando para umha independência real do conjunto dos Països Catalans.

BRIGA: E já por último, como ativista do movimento juvenil, como valoras o caminho seguido até agora desde o nascimento de ARRAN em 2012? Cres que a confluência entre Maulets e a CAJEI pudo influir positivamente no aumento de apoio experimentado pola esquerda independentista?

A confluência entre as duas organizaçons juvenis foi um passo mui importante para a consolidaçom do movimento da esquerda independentista, e ao mesmo tempo construir umha organizaçom juvenil forte que trabalhe para a construçom do feminismo, o socialismo e os Països Catalans dumha perspetiva juvenil. Assim pois, também é um sinal de maduraçom do nosso movimento e consequência de anos de trabalho conjunto que finalmente desencadeou na necessidade de confluir ambas organizaçons. Foi um passo mui importante que já começou com a confluência dos dous sindicatos estudantis que trabalham no conjunto dos Països Catalans, para conseguir o SEPC (Sindicat d’Estudians dels Països Catalans).

O apoio experimentado pola esquerda independentista é consequência da luita na rua durante muitos anos, em ter sabido construir a coerência entre teoria e praxe e sobre todo em ter sabido socializar e trabalhar com muitos coletivos que podem nom considerar-se da esquerda independentista. Devemos luitar dia a dia para conseguir umha maioria social que nos permita conseguir o cambio necessário para a construçom da independência, o socialismo e o feminismo nos Països Catalans.

Ao mesmo tempo, um elemento que é fundamental para a construçom e vertebraçom do nosso projeto som o mais dum centenar de Casals i Ateneus em todo o território que articulam o conjunto dos Països Catalans. Estes espaços de socializaçom som fundamentais para explicar o nosso projeto, construir umhas relaçons feministas, projetos cooperativos e culturais imprescindíveis para a nossa construçom e consolidaçom do nosso projeto político.

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