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220715 brGaliza - Diário Liberdade - Reproduzimos a traduçom da entrevista publicada originariamente polo site de barakaldo (EH) Herrikolore com a entidade juvenil galega.


Agradecemos a BRIGA o envio da traduçom da entrevista, em que se abordam diferentes temas da atualidade política e juvenil galega. O original em castelhano pode ser consultado no site de Herrikolore.

Entrevista a Briga:

1- Mais um ano, participades na manifestaçom unitária com as outras organizaçons juvenis da Galiza, no 24 de julho. Porque considerades importantes este tipo de iniciativas?

Este é o terceiro ano que a juventude independentista e nacionalista galega deixa de lado as suas diferenças para manifestar-se sob umha legenda comum e em parámetros claramente independentistas, anticapitalistas e feministas. De BRIGA temos promovido ativamente desde o início esta convocatória unitária em base à análise da preocupante situaçom que atravessa a juventude trabalhadora galega e a necessidade de fazer demostraçons de força que injectem entusiasmo e confiança em muitas/os jovens ancorados no desánimo e o descrédito. Aliás, consideramos fundamental dar passos, por pequenos que forem, para superar o fragmentadíssimo movimento juvenil galego, mantendo e ampliando umha necessária unidade de açom que desde as geraçons mais jovens revitalize a construçom nacional da Galiza.

Poder reunir a 8 entidades juvenis e estudantis para reclamar a independência nacional e a destruiçom do patriarcado e o capitalismo é um grande passo e na nossa opiniom, umha boa mostra da vontade de chegar a acordos que, pensamos, nom devem ficar reduzidos a umha única cita anual. Há muito trabalho por fazer e neste sentido, o compromisso de BRIGA com esta unidade de açom é máximo.

2- Parece ser que este ano estades a trabalhar para um 25 de julho unitário, como é que o avaliades?

Em BRIGA levamos meses fazendo umha preocupante diagnose do amplo espectro da esquerda soberanista e independentista que nom só caminha face à contínua fragmentaçom e atomizaçom, mas que nom está a ser capaz, melhor dito, nom estamos a ser capazes, de apresentar alternativas atrativas e renovadas que dêm resposta às inúmeras mudanças políticas e sociais que estám a operar tanto a nível nacional como estatal. Neste sentido, observa-se umha clara demanda por parte de centenas de independentistas e nacionalistas preocupadas polo retrocesso do pojeto nacional galego e o questionamento cada vez maior do princípio de auto-organizaçom nacional, dumha manifestaçom unitária o 25 de julho.

Contodo, nom somos alheias a que esta iniciativa está fortemente influenciada polas próximas eleiçons estatais e a necessidade de favorecer as condiçons para possíveis alianças entre as duas principais forças com representaçom institucional, mas para além disso, valoramos mui positivamente este passo que suporia a primeira manifestaçom nacional unitária do Dia da Pátria em décadas.

3- As distintas instituiçons em Euskal Herria, na Galiza ou no Estado nom deixam de dizer que a situaçom económica está a melhorar, como é que está a situaçom social da Galiza e qual é a da juventude galega, realmente som verdadeiras essas afirmaçons?

BRIGA leva meses denunciando a falácia discursiva do PP, já for o sediado em Madrid ou os seus emissários na Galiza, a respeito dos indicadores económicos que amostram e que supostamente avalam umha melhora da situaçom da juventude trabalhadora galega. Falam-nos dumha ligeira descida no desemprego e efetivamente, por ridícula que esta for, as estatísticas mais recentes dim-nos isso. Mas vaiamos além disto, estudemos as cifras, e que observamos? Que um terço dos contratos criados som por um período inferior a 7 dias (!!) e a metade do total inferior a três meses.

Nom podemos falar de recuperaçom, de nengum jeito podemos aceitar tal engano e insulto quando assistimos a um preocupante éxodo juvenil que cada vez envelhece mais o nosso país, além de amortecer as dramáticas cifras de desemprego e expulsar às jovens mais qualificadas. As estatísticas som claras: a maioria de jovens trabalhadoras/es galegas contempla a possibilidade de emigrar como única forma de obter um emprego com um mínimo de estabilidade; o resto ou se resigna à miséria do desemprego ou a entregar a sua juventude a horas intermináveis de trabalho precário e mal pago.

Se calhar com “melhoria” estám a falar das melhores condiçons da burguesia para explorar jovens, nesse caso concordamos.

4- Há meses alertávades sobre o retrocesso que está a sofrer o galego, em que situaçom está hoje em dia?

Por primeira vez a utilizaçom do galego cai por baixo do espanhol, cujo uso exclussivamente monolíngüe atinge já 39% nas sete principais cidades do país. Umhas cifras que dam prova do feroz furacám espanholizador que assimila ao seu passo qualquer elemento diferenciador, incluída a nossa língua nacional, e que se encontra com a total desproteçom por parte dumhas instituiçons complexadas e anti-galegas que pretendem relegar a língua própria a eventos folclóricos e renegam das imensas potencialidades do espaço lingüístico que nos corresponde: o lusófono.

5- Nos últimos tempos estamos a ver como se está a estender a repressom. Como é que o estades a viver na Galiza?

A repressom é umha companheira de viagem para qualquer projeto revolucionário e com vocaçom realmente transformadora. Só no último ano som vários os processos abertos a várias/os militantes de BRIGA pola sua atividade política, múltiples detençons de estudantes por defender o direito a umha educaçom pública, sançons por manifestaçons de solidariedade com companheiras pressas, detidas o repressaliadas, multas por portar a nossa bandeira nacional em eventos desportivos... e todo isto com a poderosa pantasma do “terrorismo” como teia de fundo que se saldou com a detençom, encadeamento e dispersom de Raúl e Koala no último ano, somando já um total de 6 pres@s independentistas galegos.

A repressom na Galiza vai em aumento e a esquerda independentista sofre um controlo, perseguiçom e intoxicaçom desproporcionada que visa estender o medo e a marginaçom e que apenas pode ser respostado com um potente movimento solidário.

6- Como vedes as vitórias eleitorais das conhecidas como “marés”, pensades que podem levar à prática a mudança política e social que a Galiza precissa?

Como marxistas devemos evitar as leituras parciais de qualquer acontecimento ou processo político e social. A vitória das candidaturas eleitorais popularizadas como “marés” é um indicador do descontento e a vontade de mudança por parte de um importante sector do nosso povo e da juventude que depositou a sua confiança em programas de carácter progressista que contárom com o determinante apoio de Podemos, além doutras forças sediadas em Madrid, como IU.

Também é um indicador de como as forças políticas que apostam claramente polo principio de auto-organizaçom nacional nom só nom ganham, mas que perdem a confiança do povo descontento enquanto a esquerda independentista e revolucionária continúa o seu processo de atomizaçom. Nestes tempos em que muito se debate sobre a importáncia do discurso, sobre a pertinência de aludir aos referentes clássicos da esquerda revolucionária, sobre a necessidade de implementar novas formas de fazer política, etc... semelha que falar de luita de classes, de classe trabalhadora ou sujeitos oprimidos e opressores nom está na moda.

Podemos adaptar o discurso e até os métodos de múltiplas formas, mas a realidade objetiva é a que é, e Galiza é umha naçom oprimida objetivamente interessada em dotar-se de um Estado próprio, contribuir à destruiçom do modo de produçom capitalista e do patriarcado a escala mundial. Neste sentido, e sem menospreçar nunca a importáncia e a utilidade dos instrumentos eleitorais, duvidamos que candidaturas “cidadanistas” como das que falamos sejam capazes de representar a mudança real que a Galiza, as mulheres e a classe trabalhadora necessitam.

7- Há uns días chegava-nos a nova da dissoluçom de NÓS-UP, posteriormente a criaçom dumha nova organizaçom Agora Galiza. Que valorizaçom fazedes e quais som, na vossa opiniom, os próximos reptos da esquerda independentista Galega?

Nós-Unidade Popular foi desde a nossa criaçom em 2004, a nossa organizaçom política referencial. A militáncia de BRIGA participou polo tanto, na decisom que levou a Nós-UP no passado mês de junho a dar por finalizada a sua existência como ferramenta política. Evidentemente, reconhecer que a organizaçom nom estava a cumprir com as tarefas para as quais foi criada, nom é nengum motivo de alegria, mas nom por isso o é de frustraçom ou desengano.

Como afirmamos num comunicado que figemos público após a dissoluçom de Nós-UP, BRIGA aposta por continuar a fazer trabalho juvenil nos parâmetros da esquerda independentista, socialista e feminista e contribuir, do nosso frente específico, à recomposiçom integral da esquerda nacional. Achamos que nom é o momento de parcelar e atomizar mais a esquerda independentista, é a hora de assumir responsabilidades e ser conscientes da grave crise que sofre o projeto nacional galego para pôr-lhe freio.

Estamos certas de que com trabalho, responsabilidade e coerência saberemos encontrar a melhor forma de configurar umha poderosa ferramenta que defenda os interesses do povo trabalhador galego e as mulheres.

8- Quais som as proximas iniciativas ou projetos que Briga vai pôr em marcha?

Polo momento, estamos na recta final da campanha polo 24 de julho, participando das labores propagandísticas e logísticas da manifestaçom unitária como dos atos próprios da XI Jornada de Rebeliom Juvenil. Posteriormente, em setembro começaremos já o periodo pré-congressual do que será o nosso VI Congresso Nacional e no que deveremos analisar, debater e preparar-nos para os novos reptos que enfrenta a nossa organizaçom.

Polo que resta, continuaremos a fazer o nosso trabalho de denúncia ativa do desemprego, emigraçom e precariedade juvenil, demandando o respeito a umha sexualidade livre e os nossos direitos reprodutivos, defendendo a educaçom galega e pública, promovendo a utilizaçom da nossa língua etc.. e sempre na rua, o nosso indiscutível espaço de intervençom política.

9- O mesmo 24 de julho organizastes a XI jornada de rebeliom juvenil, que nos vamos encontrar?

Desde que há dous anos contamos com umha convocatória unitária da manifestaçom juvenil, o programa da XI Jornada de Rebeliom Juvenil limita-se a um concerto completamente auto-gerido. Este ano contaremos com três grupos galegos: os jovens Malas Herbas, os corunheses Ultraqans e Nao, o grupo de moda na Galiza. Além disto, acolheremos com muito prazer aos bascos Oliba Gorriak.

Durante as atuaçons, desenvolverá-se um breve ato político onde BRIGA se dirige a tod@s os jovens assistentes e as delegaçons internacionais dos povos como Països Catalans, Euskal Herria, Castilla, Andaluzia, Aragom ou Astúries poderám mostrar a sua solidariedade internacionalista.

10- Sob a legenda “Somos Vuestra Peor Pesadilla”, trabalhades conjuntamente com outras organizaçons independentistas de esquerda dos povos. Achades importante este trabalho internacionalista junto dos outros povos oprimidos polo Estado?

A solidariedade internacionalista é um dos nossos princípios organizativos e que melhor maneira que nom fique em papel molhado que levá-lo à prática? Com esta dinámica, povos que partilhamos o mesmo marco de dominaçom propomo-nos denunciar ao Estado español como cárcere de povos que impom o modo de produçom capitalista e o patriarcado nos nossos territórios nacionais.

Dumha óptica juvenil e rebelde, levamos a cabo dos nossos povos atividades coordenadas de denúncia à Ley Mordaza, a Marca España, a repressom contra a juventude combativa, a monarquia... Sempre respeitando as nossas específicas dinámicas nacionais, esperamos que esta dinámica internacionalista se mantenha no tempo e a contribua a estender os valores da solidariedade entre povos.

11- Como sempre para rematar, aqui tedes este espaço para acrescentar e dizer o que quigerdes.

Mais nada, agradecemos-vos imenso o vosso interesse e o vosso inestimável contributo na difícil tarefa de vencer a invisibilizaçom e o cerco mediático que sofre a juventude da esquerda independentista galega.


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