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angolaAngola - Rebelión - [Ricardo Alarcón de Quesada, Tradução do Diário Liberdade] “Eu não conheço nenhum outro país, na era moderna, onde o idealismo tenha sido um componente tão chave de sua política exterior como o foi para a Cuba de Fidel (…) Não existe outro exemplo na história moderna no qual um pequeno país subdesenvolvido tenha moldado o curso dos acontecimentos em uma região distante – humilhando uma superpotência e desafiando outra repetidamente”.


Homenagem aos cubanos que lutaram pela independência de Angola, em Cahama, provínvia de Cunene, no sul do país. Foto: jbdodane / Flickr (CC BY-NC 2.0)

Na quinta-feira, 25 de junho de 2015, o The New York Times destacou em sua capa um artigo sobre Angola, país que define simplesmente como “rico em petróleo e diamantes”. O autor parece preocupar-se pela situação social e especialmente pela saúde das crianças e encontra na incapacidade dos governantes e na corrupção as causas dos problemas que afetam a população de um território que, não se cansa de repetir, é, no entanto, “rico em petróleo e diamantes”.

Nada diz o artigo sobre a brutal exploração colonial de quase cinco séculos, nem da invasão sul-africana, com a ajuda de Washington, para tentar impedir sua independência, não menciona a cruel guerra desencadeada pelos racistas, nem a morte e a destruição que provocaram a esse país desde o seu nascimento. Tampouco há uma palavra, obviamente, para os médicos e os trabalhadores da saúde cubanos que colaboram com os angolanos e os ajudam a superar as feridas de um passado longo e doloroso.

Para nada disso houve espaço no famoso diário que, modéstia à parte, glorifica-se proclamando a cada dia “all the news that's fit to print”.

Não, os problemas de Angola segundo ele podem e devem ser resolvidos pelo governo angolano, e os Estados Unidos e o resto do Ocidente “civilizado” devem pressioná-lo para que o faça.

Lendo esse texto é impossível não lembrar a definição que Octavio Paz deu certa vez da política imperialista. Para o Nobel mexicano essa política se explicava com a terrível conjunção de duas palavras: arrogância e ignorância. Não creio que do último sofra essa publicação, mas sua arrogância é tal que ofusca qualquer outra qualidade.

Casualmente na mesma edição, na seção dedicada às notícias locais, o diário traz uma referente à “escalada” na “guerra” que as autoridades nova-iorquinas travam contra os ratos e dá conta dos incontáveis projetos e seu fracasso através dos tempos. Não vou me alongar nesta reveladora descrição de uma das faces da grande cidade que não aparecem nos guias para os turistas. Só quero mencionar o testemunho de uma senhora do oeste de Manhatan angustiada porque seus gatos fogem na presença de roedores maiores que os felinos.

Alguns anos atrás os jovens cubanos usaram a frase “Liberdade à Verdade” na campanha para pôr um fim à injusta prisão de Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando e René. Era um protesto justo e necessário, porque o maior obstáculo que encarávamos era o desconhecimento do caso pela imensa maioria do povo norte-americano pois foi silenciado quase totalmente pelos chamados meios de informação. A verdade dos Cinco foi sequestrada. Era indispensável libertá-la.

Piero Gleijeses foi um incansável gladiador em defesa da verdade. Seu rigor intelectual e sua integridade pessoal fazem dele um acadêmico raro, completamente diferente da maioria dos seus colegas. Piero, sua vida e sua obra, são o oposto, a exata negação dos traços que para Octavio Paz caracterizam a atitude imperial.

Piero é um sábio autêntico e, como um verdadeiro sábio, é humilde, simples, não se acha dono de nenhuma verdade. É um pesquisador incansável, vai às fontes primárias, a todas sem exceção, investiga, analisa e trabalha como um herói, verificando cada data, corroborando evidências, contrastando opiniões e julgando com critério próprio, independente, cimentado em uma cultura tão sólida como ampla e diversa.

Para comprovar isso, basta revisar as fontes bibliográficas, documentais, jornalísticas e as entrevistas com pessoas vinculadas ao tema de Estados Unidos, Cuba, Rússia, África do Sul, Angola e de outros países que sustentam seu livro. Este detalhe serve como exemplo: para ter acesso à rica documentação sul-africana que utiliza, estudou e aprendeu a língua africâner, um idioma que só pertence hoje a Piero e aos descendentes dos bôeres.

Antes Gleijeses havia produzido outros textos fundamentais, igualmente frutos de seu afã investigativo e de sua admirável integridade intelectual. Mencionarei apenas seus livros sobre a rebelião dominicana de 1965, sobre a revolução guatemalteca de 1944-1954, the Cuban drumbeat e Misiones en conflicto (1959-1976) que se completa agora com Visiones de Libertad (1976-1991). Os dois últimos, ambos com excelentes prólogos de Jorge Risquet, estudam a fundo as lutas pela independência dos povos da África Austral, as maquinações imperialistas e o resultado final, vitorioso, dessas lutas.

Gleijeses esclarece a fundo a vinculação de Cuba com a causa da emancipação africana, cujo primeiro episódio o situa em Casablanca em dezembro de 1961 e a chegada do barco cubano Bahía de Nipe com um carregamento de armas para os combatentes da Frente de Libertação Nacional da Argélia que voltou com combatentes feridos e com órfãos. Se iniciava assim, em suas duas vertentes – de apoio militar e humanitário – a solidariedade internacionalista que Cuba tem mantido consistentemente durante mais de meio século. Desde aqueles anos se forjaram os estreitos nexos com outras forças revolucionárias africanas como o MPLA, o PAIGC, a FRELIMO e o ANC.

Era necessário, algo que fluía naturalmente desses vínculos históricos, que Cuba respondesse favoravelmente à solicitação de ajuda das autoridades angolanas quando seu país, no momento da independência, era atacado pelo exército sul-africano que marchava esmagadoramente em direção à Havana. A direção cubana atuou com absoluta independência. Não seguia instruções soviéticas, mas pelo contrário.

Com as provas nas mãos o autor aponta a este respeito: “A decisão de Fidel desafiava o secretário-geral soviético, Leonid Brezhnev, que se opunha ao envio de soldados a Angola, e ao mesmo tempo os cubanos se arriscavam a um choque frontal com Pretória que, estimulada por Washington, pôde lançar uma escalada. Os soldados cubanos tiveram que enfrentar o Exército sem garantias de uma possível ajuda da URSS. De fato, os soviéticos demoraram dois meses para ajudar no envio de tropas cubanas por ar a Angola. O fato de que Havana atuou independentemente e desafiou Moscou no final de 1975 põe de cabeça para baixo o conhecimento convencional a respeito das relações entre Cuba e União Soviética – até tal ponto que mesmo acadêmicos sérios ainda se sentem tentados a ignorar a evidência detalhada nos documentos cubanos e norte-americanos que seguem os fatos com evidente regularidade e precisão”.

O próprio Kissinger, em suas Memórias, haveria de reconhecer: “Nesse momento nós pensamos que ele (Castro) operava como um protegido soviético. Não podíamos imaginar que atuaria tão provocativamente e tão longe de casa, a menos que houvesse sido pressionado por Moscou como recompensa pela ajuda econômica e militar prestada a Cuba. As evidências disponíveis agora demonstram que o caso foi totalmente ao contrário”.

A suposta atuação cubana em nome da União Soviética é tão falsa como a pretendida inocência dos Estados Unidos sobre a agressão sul-africana. Com relação a isso, ninguém mais autorizado do que o ministro da Defesa do regime de Pretória quem, irado, se expressou assim diante do Parlamento sul-africano: “sei de uma só ocasião, em anos recentes, em que tenhamos cruzado uma fronteira e foi no caso de Angola, quando atuamos com o reconhecimento e a aprovação dos americanos. Mas nos deixaram na mão. Teremos que voltar a contar a história: a história tem que ser contada, como nós, com conhecimento dos EUA, fomos lá e operamos em Angola. Eles sabiam, nos apoiaram a atuar e quando estávamos a ponto de alcançar o êxito, nos deixaram na mão, impiedosamente”.

Entre parênteses, não estavam “a ponto de alcançar o êxito”. A resistência angolano-cubana havia parado a ofensiva e esta se desmoronava enquanto crescia a rejeição internacional aos invasores e se revelavam evidências da cumplicidade de Washington, que, por isso, tratou de se distanciar e lavar as mãos.

Semelhante hipocrisia caracterizou a conduta estadunidense durante o longo processo de negociações, do qual, inicialmente, empenharam-se em excluir Cuba, e no qual quiseram assumir o papel de mediadores equidistantes. Depois de acordá-lo e iniciá-lo em Brazeville, após vencer as últimas manobras sul-africanas, o Acordo seria assinado finalmente na sede das Nações Unidas em Manhatan e a propaganda norte-americana, incluindo a desajeitada retórica de Reagan, o apresentou como uma vitória diplomática sua.

Nas palavras de Gleijeses: “Esta visão – de que os acordos de Nova Iorque foram o fruto da habilidade e da persistência dos estadunidenses – segue prevalecendo até hoje. Está vigorosamente argumentada no único livro importante sobre a política de Reagan no sul da África, as memórias de Crocker; este é um livro inteligente e bem escrito mas descansa, infelizmente, no uso seletivo das evidências”.

É certo que o então subsecretário de Estado “era um negociador incansável e hábil” mas não posso deixar de lembrar o seguinte episódio. Durante um intervalo nas conversações batemos um papo por um tempo no terraço do hotel MBAMU de Brazeville, e Crocker, apontando com um gesto para as pessoas que nos rodeavam, aludiu à crescente “influência russa” na República do Congo. Não sei se consegui convencê-lo de que aquelas pessoas, como todas as demais que encontrávamos no hotel, falavam francês e eram, ostencivamente, negociantes ou turistas da antiga metrópole colonial.

Essa é uma qualidade estadunidense com a qual tropeça-se frequentemente. Os Estados Unidos são capazes de produzir acadêmicos famosos que só conhecem sua língua materna, essa que, nas palavras de Winston Churchil, é a única coisa que os separa de seus ancestrais da Inglaterra.

Gleijeses descreve o que aconteceu realmente na mesa de negociação localizando-o acertadamente no contexto da guerra que continuava no terreno e levando em conta outros fatores que incidiam na conduta dos estados envolvidos e nas relações entre eles. Sobre este processo, creio indispensável ressaltar várias questões.

Antes de tudo a firmeza e a sabedoria do companheiro Fidel Castro, verdadeiro artífice e condutor que dirigiu cada detalhe tanto dos combates militares como dos embates diplomáticos. A irmandade de cubanos e angolanos e a absoluta solidariedade de ambos com a SWAPO e o ANC. Ainda que interviéssemos nas discussões como atores separados, tecnicamente – e também em um sentido mais profundo – integrávamos uma só delegação que foi presidida pelos queridos companheiros M'Binda, chanceler da República Popular de Angola e N'Dalu, chefe do Estado-Maior das FAPLA.

A proeza cubana, com todos os seus riscos e sacrifícios, não deveria ser esquecida jamais.

Piero a sintetiza assim: “Eu não conheço nenhum outro país, na era moderna, onde o idealismo tenha sido um componente tão chave de sua política exterior como o foi para a Cuba de Fidel (…) Não existe outro exemplo na história moderna no qual um pequeno país subdesenvolvido tenha moldado o curso dos acontecimentos em uma região distante – humilhando uma superpotência e desafiando outra repetidamente”.

Isso aconteceu enquanto o chamado “campo socialista” estava prestes a cair e o imperialismo começava a propagandear um triunfalismo que levou não pouca gente a imaginar que a história havia terminado. Era exatamente o contrário. Cubanos, angolanos, namíbios e sul-africanos abríamos uma nova porta para a emancipação do ser humano quando outros por toda parte dobravam as bandeiras de seu estéril dogmatismo e, muito contentes, passavam para o lado dos supostos vencedores da Guerra Fria.

Outro episódio. Houve que realizar numerosas viajens a Angola durante as negociações. Havia que seguir um procedimento singular, e inapagável na memória, cada vez que chegávamos ou saíamos de Luanda. O avião devia descer ou se elevar, subindo ou baixando, como em um funil sobre a cidade e seu aeroporto para evitar ser derrubado pelo disparo de algum Stinger. Este diabólico artefato, um tipo de lança foguetes portátil capaz de destruir em voo qualquer avião, de fabricação norte-americana, havia sido fornecido pelo Pentágono à UNITA, antiga criação dos colonialistas portugueses e aliada de Pretória, empenhada em uma guerra sangrenta e cruel contra o Governo angolano.

Sobre este grupo, obviamente, o senhor Marrack Goulding, que foi o embaixador britânico em Angola de 1983 até 1985, escreveu em 2001: “É importante que se recorde que (Savimbi, o chefe da UNITA) personifica uma lição que os governos poderosos devem aprender: não armar, nem pagar, nem elogiar apoderados locais para que lutem em seus países por seus interesses, porque essas marionetes podem muito bem se converter em gênios maldosos que não serás capaz de voltar a prender na garrafa quando já não os necessites”.

Essas palavras foram escritas quando os Estados Unidos se envolviam em uma delirante guerra por todo o mundo contra grupos terroristas de sua própria criação que agora tentam inutilmente colocar de volta na garrafa.

Recentemente causou certo alvoroço a decisão de excluir Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo, um torpe instrumento de Washington para sua estratégia de dominação por meio da mentira. Ter colocado o nosso país nesta lista era uma infâmia carente de toda justificativa. Vale a pena lembrar algo que ilustra como poucas coisas o valor de uma invenção que só se explica pela prepotência e pela ignorância.

Nelson Mandela também foi incluído nesta lista e nela permaneceu por muito tempo, caluniado da mesma forma por administrações democratas e republicanas. O classificaram como terrorista quando lutava contra o regime racista de Pretória que impôs o terror contra seu povo e contra os países vizinhos e que, diga-se de passagem, nunca foi incluído na caprichosa relação do Departamento de Estado. Mas assim definiram Mandela enquanto suportava sua prolongada prisão e o seguiram fazendo quando já liberto, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, e enquanto foi o primeiro presidente de uma África do Sul democrática e depois quando se retirou. Apenas em julho de 2008 tiveram a decência de tirar Mandela da infame lista. Não é preciso ser muito crítico para suspeitar que se “apressaram” a fazer isso porque já era iminente a desaparição física do grande lutador.

Derrotado o Apartheid, a propaganda ocidental tenta nos fazer esquecer também que se esse afrontoso sistema existiu e se sustentou foi graças ao respaldo que teve sempre de quem se autoproclamava como o “mundo livre”. Uma de suas mais repetidas mentiras foi o embargo supostamente aplicado contra aquele país.

Tive o raro privilégio de visitar várias vezes a África do Sul racista onde fizemos várias reuniões como parte do processo de negociação. Como todo cubano, sei o que é um bloqueio econômico e posso perceber facilmente suas consequências na vida cotidiana, e devo dizer que nada disso era percebido nas ruas ou comércios de Johannesburgo, Cidade do Cabo ou Pretória. Enquanto ao embargo de armas, que o governo de Reagan tanto fez para anular, basta lembrar que a África do Sul chegou a possuir inclusive armas atômicas e já indiquei que os terroristas da UNITA, seus instrumentos no terreno, dispunham de foguetes e outros sofisticados instrumentos de guerra norte-americanos.

Tive também a oportunidade de visitar a Namíbia ocupada. Windhoek é uma bela cidade, na época menor, parecida a um cartão de Natal. Era também o único lugar do planeta onde ainda se glorificava o nazismo. Havia praças e avenidas batizadas com os nomes como Himmler, Goebbles e outros personagens do nacional-socialismo. A SWAPO era uma organização ilegal, perseguida na clandestinidade.

Os anfitriões escolheram um lugar distante da capital, um pequeno motel em Mount Edjo, onde nos reunimos sem contato algum com a população.

Concluída a reunião, nos levaram em um avião militar até o aeroporto de Windhoek. Os militares sul-africanos pensavam repetir a operação da chegada quando nos levaram do aeroporto até Mount Edjo e só vimos a capital desde o ar. Desta vez, no entanto, demorava o avião que nos levaria a Luanda. Os oficiais do exército de ocupação, em um gesto que lhes agradecerei sempre, propuseram dar um passeio pela cidade. O fizemos, sul-africanos e cubanos, em um pequeno ônibus turístico de onde contemplamos a paisagem.

Enquanto passava pelo bonito bairro, havia uma subida e um longo muro, com pintura que não puderam apagar, e um texto com letras grandes: “Viva a SWAPO, Viva o MPLA, Viva Cuba”.

Pela calçada, subia lentamente, apoiando-se em sua bengala um negro que se deteve surpreendido por aqueles estrangeiros reunidos diante do mural subversivo. Quando lhe dissemos que éramos cubanos, sorriu: “Cuba, eu tenho um neto estudando na Ilha da Juventude”.

Saí da Namíbia convencido de que, se os votos fossem contados corretamente, a SWAPO ganharia as eleições que deveriam ser realizadas como parte do Acordo de Paz. E assim foi, apesar de todas as violações e arbitrariedades cometidas pelos ocupantes até as vésperas do ato eleitoral. A SWAPO, reprimida, proibida, sem possibilidades de fazer uma campanha aberta e livre, ganhou com a maioria absoluta.

Vinte anos depois, voltei à Namíbia. Voltei a Mount Edjo. Novos cômodos se juntaram ao motel que agora mostra, perto da recepção, fotos daquela reunião decisiva. O dono segue sendo o mesmo alemão que nos recebe com a mesma cordialidade. Vejo muitos mais visitantes e nem todos são brancos.

Windhoek também cresceu. Uma estrada luminosa a atravessa, tão comprida como a prolongada e abnegada luta de seu povo que agora a percorre feliz, finalmente livre. Já não rende tributo a um carrasco nazista. Nunca mais. Agora seu nome é: Avenida Fidel Castro.

Discurso no dia 26 de junho de 2015 na apresentação do livro “Visões da Liberdade. Havana, Washington, Pretória e a luta pelo sul da África (1976-1991).

Ricardo Alarcón de Quesada é doutor em Filosofia e Letras, escritor e político cubano. Foi embaixador na ONU e chanceler de Cuba. Presidiu durante 20 anos a Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba (Parlamento) e representou seu país em diversas negociações diplomáticos com os Estados Unidos.


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