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070710_cacho_uvauva-1-500-x-375Brasil - Ecodebate - [Maurício Gomide Martins] O Nordeste do Estado de Minas Gerais, na bacia do Rio São Francisco, região pobre, possui ótimas terras para cultivo de fruticultura, o que vem sendo feito ultimamente.


Ganha expressão econômica na região, com reflexos sociais, o cultivo de uvas de mesa, principalmente as do tipo Rubi e Itália. São produtos de ótima qualidade e boa apresentação.

Quando você, leitor, puser um belo cacho de uva sobre o prato e começar a saboreá-lo, apreciando tão belas excelências de sabor e perfume, marcantes características dos produtos da região, deverá saber que alguns passarinhos morreram em holocausto para que você pudesse usufruir desse sublime momento de prazer.

O custo de produção dessas uvas é um pouco mais elevado naquela região porque figuram investimentos dos fazendeiros em compras de espingardas, cartuchos e ordenados dos atiradores. A contratação de caçadores de passarinhos é necessária para que se possa preservar a incolumidade dos cachos de uva. Os extensos parreirais ficam, desde cedinho, sob vigilância de devotados vigias armados para que os malditos passarinhos não se alimentem daqueles frutos, desfigurando com falhas a normal conformação do produto, tão atrativo justamente pela regularidade de seus bagos.

No início era mais fácil abater esses intrusos porque existiam em tal quantidade que formavam bandos compactos. Depois, tornou-se mais difícil a preservação do parreiral porque as aves famintas, por teimarem em existir, são menos numerosas e ocorrem com menos freqüência.

Mas o custeio dessa fruta vem dando bons resultados porque as despesas de abatimento dos passarinhos diminuíram, pois agora são poucos os passarinhos ainda existentes. Mas os guardas continuam vigilantes, pois o ideal econômico é quando não mais existir esse tipo de ameaça e cessar a necessidade de investimentos dessa ordem.

Na região paulista produtora de uvas de mesa, os fazendeiros não têm essa despesa extra, pois ali é um setor evoluído, adiantado, progressista, rico, porquanto não mais existem passarinhos.

É assim que o planeta vem sendo destruído. Cada um fazendo a sua parte. Primeiro o homem elimina os danosos passarinhos; depois o planeta elimina os danosos “homo sapiens”, que não possuem penas, mas isso não a impedirá de agir sem pena.

Bom proveito na degustação desse cacho de uva. Que ele lhe faça bem à sua saúde corporal e ao seu espírito.

 

Maurício Gomide Martins, 82 anos, ambientalista e colunista do EcoDebate, residente em Belo Horizonte(MG), depois de aposentado como auditor do Banco do Brasil, já escreveu três livros. Um de crônicas chamado “Crônicas Ezkizitaz”, onde perfila questões diversas sob uma óptica filosófica. O outro, intitulado “Nas Pegadas da Vida”, é um ensaio que constrói uma conjectura sobre a identidade da Vida. E o último, chamado “Agora ou Nunca Mais”, sob o gênero “romance de tese”, onde aborda a questão ambiental sob uma visão extremamente real e indica o único caminho a seguir para a salvação da humanidade.

Nota: o livro “Agora ou Nunca Mais“, está disponível para acesso integral, gratuito e no formato PDF, clicando aqui.

 


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