Publicidade
Publicidade
first
  
last
 
 
start
stop
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 (1 Votos)

dilma e levyBrasil - Diário Liberdade - [Gilberto Maringoni] Interpretações sobre a pesquisa Datafolha, publicada no jornal nesta quarta (18), estão por toda parte. O quadro é horripilante: 62% acham o governo ruim ou péssimo.


Foto: Ministro da economia e presidente do Brasil.

Mais do que os números, o que impressiona é o quadro tendencial. Na última sondagem, no início de fevereiro, esse indicador estava em 44% e nada indica que parará de subir.

Dilma perde apoio entre os pobres e entre seu eleitorado tradicional, de maneira vertiginosa. É uma presidente enfraquecida, desmoralizada e sem credibilidade por ter prometido uma coisa em campanha e praticado o oposto ao assumir o segundo mandato.

Atacada por todos os lados, da direita à esquerda, a mandatária tenta produzir factóides, como a Lei Anticorrupção e planeja campanhas de marketing.

Mas há um fator na gestão petista poupado pela direita e por seus porta-vozes na mídia. É sua política econômica de rígido ajuste fiscal e arrocho nas contas públicas, que está nos levando a um mergulho recessivo de proporções incalculáveis.

Não é outro o sentido do editorial principal de O Globo, desta quarta-feira, intitulado "Dilma olha para a frente ao apoiar o ajuste na economia:

"A reconhecida competência e a credibilidade do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e de sua equipe não eram vistas pelos mercados como suficientes para assegurar a execução do ajuste, pois a presidente Dilma não parecia completamente convencida da necessidade dessa mudança. No entanto, agora a presidente vem a público defender com ênfase a política da sua nova equipe econômica, reconhecendo que o país não reagiu ao que anteriormente fora posto em prática".

Atenção: O Globo é o jornal da mesma emissora que se lambuzou ao convocar os protestos conservadores do final de semana.

O texto é revelador: o ajuste tornou-se o real fiador do mandato presidencial. Esqueçam as políticas sociais, a "pátria educadora" e políticas setoriais aqui e ali. A obsessão oficial é o ajuste.

Se Dilma mudar sua política econômica, perderá sua base de sustentação no mercado financeiro.

É este setor que considera seu governo ótimo e bom. (Com uma taxa de juros de 12,75% ao ano, até eu).

O ajuste deixou de ser uma opção para o governo. É sua própria razão de existir. Se o ajuste acabar, o governo cai. Por isso, é remotíssima a possibilidade de Joaquim Levy ser demitido. Não é à toa que a bancada petista o aplaudiu de pé, em encontro na segunda (16). Nem o PMDB chegou a tanto.

O arrocho, os cortes, os contingenciamentos, o brutal superávit e toda a catilinária do neoliberalismo heavy metal – que Dilma acusou Aécio Neves de implantar – vieram para ficar.

Não é Dilma quem nos governa. É o ajuste.

Gilberto Maringoni é jornalista e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC/São Paulo.

Fonte: página no facebook.


Diário Liberdade é um projeto sem fins lucrativos, mas cuja atividade gera uns gastos fixos importantes em hosting, domínios, manutençom e programaçom. Com a tua ajuda, poderemos manter o projeto livre e fazê-lo crescer em conteúdos e funcionalidades.

Microdoaçom de 3 euro:

Doaçom de valor livre:

Última hora

first
  
last
 
 
start
stop

Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.

Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759

Desenhado por Eledian Technology

Aviso

Bem-vind@ ao Diário Liberdade!

Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.

Clique em uma das opções abaixo.