Tendem a construir identidades, que envolvem a gestação de solidariedades entre os/as integrantes do movimento, assim como lemas comuns e a cristalização dos sujeitos antagonistas.
Uma gana muito grande tende a emergir entre os/as integrantes, visando atingir os fins almejados. Isso tudo descrevo a partir de um ponto de vista elementar da sociologia, bem como de experiências politicas de esquerda e no mundo do trabalho. Portanto, sendo, em regra, um conjunto de fenômenos suscetíveis à satanização pelos diferentes circuitos do poder: mídia, governo, patronato.
Agora, imaginem um processo coletivo de construção de identidades, empoderamento e autoafirmação com cobertura e amplo apoio midiático. Sem sofrer agressão policial, nem ter que se preocupar com isso. Sem ter o ganha pão em risco. Imaginaram?
Pois bem, quem não levar a sério o que ocorreu, neste domingo, nas manifestações pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, protestos com nítidos pendores fascistas e golpistas, está descansado demais na vida. Ou alienado em relação aos riscos de retrocessos antidemocráticos que estão emergindo.

