Estes canais da TV aberta são os que mais recebem verbas da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo, mas outras emissoras, a TV fechada e outros grupos da imprensa burguesa também recebem. As demais emissoras ganharam no mesmo ano R$ 49,6 milhões e a TV fechada R$ 112,9 milhões.
Entre 2003 e 2014, o governo do PSDB de São Paulo, sozinho, gastou R$ 155.528.143,37 com a editora Abril, as revistas Época, Galileu, IstoÉ e da Turma da Mónica, os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. Todos os governos estaduais e prefeituras repetem a mesma política, seja em nome da publicidade dos programas do governo, de assinaturas para instituições de ensino etc. Deste modo, o Estado banca o monopólio da imprensa no país, controlado basicamente por seis famílias.
Com este dinheiro, como ficou ainda mais claro neste ano, estes grupos fazem campanha contra o governo do PT e contra as liberdades democráticas da população em geral, como se fossem um verdadeiro partido político. Uma das campanhas que têm feito sistematicamente é contra a suposta grande quantidade de partidos políticos que o Brasil possui
Dentro da campanha contra os partidos, o PIG defende o fim da verba partidária, de que os gastos que eles geram para o erário público seria muito grande. Acontece, que a "verba partidária" repassada para o PIG é muito superior ao repassado para todos os partidos políticos registrados. Em 2012, mesmo ano do levantamento dos gastos com a imprensa, o governo distribuiu R$ 350 milhões aos 30 partidos brasileiros. O PT, partido que recebe a maior porcentagem da verba partidária, recebeu R$ 52,9 milhões. A Rede Globo, sozinha, reconhecidamente apoiadora da Ditadura Militar, recebeu quase dez vezes mais.
Se for cortada toda verba pública da imprensa burguesa, assim como os jornais e revistas da direita querem que seja feito com (alguns dos) partidos, certamente os principais grupos irão falir ou reduzir drasticamente de tamanho e a maior parte da campanha da direita no País estará seriamente comprometida.


