Segundo acabou de informar às 9:30 da manhá desta segunda-feira, 25/01, Aurélia Rei, apoiada por centenares de homens e mulheres nas ruas e apesar do incessante ataque dos meios de comunicaçom do regime, conseguiu um acordo muito mais favorável aos seus interesses do que inicialmente lhe ia ser imposto.
Segundo expliou o advogado da mulher de 85 anos, que ia ser despejada do apartamento em que morava desde 1979, Aurélia consegue umha moratória do despejo. Nesse tempo prepará umha mudança para umha vivenda alternativa. Segundo alguns indícios, parece que essa nova moradia poderia encontrar-se nas redondezas da rua Falperra, embora o advogado diz que nom se poderám desvelar os detalhes por enquanto. Ademais, "Aurélia está agora descansando da enorme pressom dos últimos dias".
Despejo hipotecário suspendido: de umha residência para idosos/as a umha vivenda digna
Num acordo atingido no domingo, adoptou-se umha soluçom "que nom é a ótima" mas que "supom um importante fito para parar umha lei manifestamente injusta", explicou o advogado. Polo que ao letrado de Aurélia consta "é a primeira vez que se consegue parar umha sentença firme, em trámite de execuçom e com tentativa de despejo iniciada" no Estado espanhol.
A muito 'bem relacionada' família Pereira pretendia, com o apoio da Cámara Municipal da Corunha, despejar Aurélia da que tinha sido a sua morada por mais de 30 anos. Tencionavam ingressá-la numha residência para idosas/os, apesar de a mulher ser totalmente autónoma. A razom alegada: a demora no pagamento de duas mensalidades no aluguer. A razom, 'pensando mal': que Aurélia (que cobra apenas 370€/mês de pensom) paga umha renda antiga de 165€/mês, muito menos lucro que o que a poderosa família Pereira poderia tirar ao apartamento noutras circunstáncias.
Mas as intençons dos Pereira e CM da Corunha em maos do ultradireitista Negreira nom se cumprírom como eles e elas desejavam. Durante umha semana centenares de corunhesas e corunheses, talvez milhares somando todas e todos os que um ou outro dia passárom por lá, defendérom Aurélia 24 horas por dia, chegando a aturar mesmo agressons da polícia espanhola e municipal. Os repressores tentárom inutilmente (o seu esforço nom podia ser diferente de 'inútil', como corresponde à sua natureza) atemorizar e parar a iniciativa popular.
A atitude heroica destas pessoas e, especialmente, da plataforma contra os despejos da Corunha demonstra que o poder está do lado dos e das de abaixo quando estas decídem exercé-lo.
Concentraçom no gabinete de serviços sociais
'Um marco tiránico e injusto' se preocupa antes 'por salvar bancos que pessoas' dijo o vozeiro de STOP Despejos da Corunha chorando emocionado. Agradeceu o heroico apoio recebido por centenares de pessoas que durante umha semana figérom guarda em frente à casa da Aurélia para evitar o seu despejo. O vozeiro explicou que foi atingido um 'importante êxito, mas isto nom fijo mais do que começar'.
Como monstra de que a importantíssima vitória nom vai rebaixar o nível de combatividade, imediatamente após a leitura do comunicado convocou-se umha concentraçom no gabinete municipal de serviços sociais da Corunha para exigir o cumprimento do acordo com Aurélia e umha vivenda digna para a mulher.
Foto do Diário Liberdade - Concentraçom em frente à casa de Aurélia na terça-feira passada