Todas as fotografias e vídeos deste artigo som da autoria do Diário Liberdade, de livre reproduçom de preferência citando fonte.
A precarizaçom da grande maioria do quadro de pessoal de Seaga –sociedade pública que realiza na Galiza os serviços de prevençom e extinçom de incêndios florestais- e o clamoroso desmantelamento do serviço –provomido polo governo de Nunes Feijó- fôrom as principais motivaçons do protesto decorrido durante a manhá de ontem em Compostela.
Assim, os e as manifestantes denunciárom a vontade de Seaga de manter em precário o seu quadro de pessoal: após ser obrigada mediante sentença judicial a reconhecer como fixas descontínuas várias pessoas que trabalhavam nas campanhas de verao, a entidade tenciona evitar que isso poda acontecer com funcionariado que leva anos a trabalhar no dispositivo.
A energética manifestaçom nom deixou ninguém indiferente, abofé. Avançou por algumhas das principais vias da capital galega cortando o tránsito. As palavras de ordem nom decaérom em nengum momento, pondo de relevo a força com a que o pessoal de Seaga está a enfrentar a situaçom. Ao longo de todo o percurso sonoros estouridos e potes de fumo laranja acompanhárom os gritos.
Foi precisamente no edifício da Conselharia de Meio Rural onde terminou a manifestaçom. Fôrom lidos dous comunicados, um por Paulo Rubido (CIG) e outro por um trabalhador de Seaga, nos que se criticou a nada secreta intençom da Junta em maos do PP (ultradireita nacionalista espanhola) de privatizar completamente o serviço. Nessa direçom tem avançado o PP ao longo dos últimos três anos, com um corte cada vez maior em meios materiais, humanos, formativos e umha precarizaçom –ainda maior do que era- nas condiçons dos e das trabalhadores que luitam contra o fogo nos nossos montes.
Precisamente, Rubido afirmava que este ano haverá (a julgar polas declaraçons da Conselheira) umha brutal reduçom da contrataçom de Seaga: dos 2.300 de anos anteriores para 500 em 2012, passando polos 1.800 do ano passado.
Lamentou-se também o interesse da Junta por "plantar eucaliptos em vez de espécies autóctones". O eucalipto é na Galiza umha espécie nom só invasora, mas também pirófita –isto é: favorece o aparecimento e espalhamento dos incêndios. O eucalipto é a principal matéria prima de empresas como a poluínte Ence de Ponte Vedra, dedicada à fabricaçom de celulose, e é também empregada na geraçom de energia barata em grande escala. Esta espécie tam agressiva para o ecossistema da Galiza ocupa gigantescas extensons do país, principalmente na metade ocidental, para assim beneficiar as grandes empresas.
Houvo lançamento de ovos, foguetes luminosos e potes de fumo laranja para o interior do enreixado do edifício da Conselharia. A CIG "desvincula-se completamente" do que qualifica de "incidentes" no final da manifestaçom.
Umha das reivindicaçons mais patentes ontem era a que rezavam várias camisolas "Galiza ardendo e nos no desemprego". A luita nom vai terminar assim. Deixárom-no claro na Conselharia: "Por poucos que sejamos, vam continuar tendo-nos aqui".
Preocupaçom: O Plano para Prevençom de Incêndios de 2012 ainda nom existe
As pessoas afetadas criticam que poucos meses após o trágico incêndio que danificou gravemente um dos espaços naturais mais valiosos da Europa, o Parque Natural das Fragas do Eume, e a poucos dias de que comece a campanha de incêndios, nem se tenha feito público o programa contra o fogo deste verao.
Qual é a explicaçom para essa demora? Segundo as pessoas afetadas e a CIG, a demora na publicaçom do Pladiga 2012 (Plano de Prevençom e Defesa contra os Incêndios Florestais na Galiza) deve-se, precisamente, à intençom da Junta de evitar contratos de fixos descontínuos. As pessoas que arriscam a sua vida para apagar lumes nos montes nom merecem semelhante 'privilégio'.
Galeria fotográfica e vídeos
Fotos e vídeos da manifestaçom de ontem. Todas as fotografias e vídeos deste artigo som da autoria do Diário Liberdade, de livre reproduçom de preferência citando fonte.
Fotos do Diário Liberdade - Manifestaçom do quadro de pessoal de Seaga em Compostela, a 20 de junho de 2012.