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Olha o video de presentaçom. Este vídeo mostra, em discurso directo, as dificuldades passadas por alguns bolseiros de investigação, ao contrário do que afirmam Nuno Crato (Ministro da Educação e Ciência) e Miguel Relvas (Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia - FCT). Os atrasos nos pagamentos das bolsas da FCT e do seguro social voluntário são, muitas vezes, insustentáveis.
É aos bolseiros de investigação científica que se deve o recente impulso no conhecimento científico e tecnológico português. O incremento da produção científica e tecnológica nacional, em quantidade e em qualidade, que tem sido reconhecido e premiado a nível nacional e internacional, deve-se à dedicação de milhares de bolseiros e investigadores nos últimos dez anos. Os bolseiros asseguram a maior fatia da investigação produzida, asseguram uma parte substancial das necessidades de docência das universidades, muitas vezes a título "voluntário", e asseguram uma série de outras funções, incluindo administrativas.
Apesar disso, os bolseiros de investigação científica são um alvo geralmente invisível da precariedade laboral. Os bolseiros de investigação são jovens recém-licenciados, mas são também investigadores altamente experientes de pós-doutoramento. São mães, pais, jovens e menos jovens, que vivem com "contratos" de bolsa a 3, 6 ou 12 meses, que muitas vezes lhes é paga com um atraso de até 6 meses. Em Portugal, os bolseiros, não progridem na carreira (porque a carreira não existe), não têm direito a contrato de trabalho e os seus vencimentos não são atualizados há mais de 10 anos. Os bolseiros não estão protegidos socialmente quando as bolsas terminam.


