No dia 17 estaremos no Rossio de Lisboa para saudar a luta do povo grego e também para manifestar a nossa convicção de que o problema das dívidas soberanas tem uma raiz comum a todos os povos europeus (e não só), actualmente afectados pelas medidas de austeridade que sustentam essas dívidas.
Transcrevemos adiante o texto da Tertúlia da Liberdade – o mesmo grupo cívico que organizou o périplo em Portugal, há uma semana, de Yorgos Mitralias, dirigente do Syriza e membro fundador do CADTM-Grécia –, que também tenciona participar nesta saudação ao povo grego .
Durante a concentração de dia 17 no Rossio esperamos não só poder seguir no Rossio de Lisboa as eleições gregas, mas também alimentar o debate público sobre a questão da dívida nos países periféricos europeus e a situação na Grécia, que tem sido alvo de enormes campanhas de desinformação.
A luta na Grécia é exemplar – domingo 17/6 vamos ao Rossio
Quando Passos Coelho garante sermos um exemplo de mansidão, procurando anestesiar-nos e conduzir-nos pela trela ao açougue em que a Troika e os bancos nos imolam, chegou a ocasião de apoiarmos a luta exemplar do povo grego.
As enormes manifestações, greves e combates de toda a ordem têm despertado a consciência popular, traduzida, além do mais, na recusa dos partidos da Troika, os dos sacrificios do povo e mordomias dos poderosos que, lá como cá e por todo o lado, formaram um gangue internacional do poder económico e dos serventuários políticos, para nos destruírem aquilo que com tanto esforço conquistámos.
Com o álibi da dívida, contraída por eles nas nossas costas, esmagam-nos para aumentarem os seus lucros. É isso que o povo grego tem repudiado.
No próximo domingo, dia 17, realizam-se eleições na Grécia e, embora a solução para o desespero que o gangue do capital provoca seja inalcançável através das instituições vigentes, sabemos que estas são eleições extremamente importantes. Aí se joga o futuro da Grécia, entre as ordens da Troika e um cortejo de miséria, ou a sua recusa.
De um lado aqueles que, como por cá, aceitam conduzir o povo à miséria para benefício dos mesmos de sempre, do outro lado o Syriza, nova organização em que o povo confia perante a sua recusa na aceitação das ordens da agiotagem. Se vencer, poderão abrir-se portas para novos avanços populares. A corja que nos governa nem sequer respeita as suas próprias leis, o Syriza pretende cumpri-las.
O resultado das eleições terá efeitos em toda a Europa, muito particularmente em Portugal. Se o Syriza vencer, abrem-se novas perspectivas para uma luta crescente no nosso país. Se for a vitória dos partidos da Troika, esperam-nos novas e mais gravosas medidas de empobrecimento.
A TERTÚLIA LIBERDADE E OS SEUS AMIGOS ADEREM À CONCENTRAÇÃO NO ROSSIO, NO DOMINGO 17, A PARTIR DAS 17H.
Foto: Carlos Latouff/Opera Mundi

