A seguir ao dia de hoje não faltarão responsáveis políticos, comentadores e dirigentes a pregarem nas suas homilias nos media sobre as dificuldades em que nos encontramos, sobre a necessidade de visão realista que hoje é necessária e sobre a responsabilidade externa do que nos acontece por cá.
Mas da realidade sabemos nós, precários, desempregados, mal-empregados, estagiários, explorados... Sabemos que os problemas do trabalho e da vida não são nenhuma novidade, resultaram de vários anos de opções que fragilizaram o trabalho e os direitos para que alguns acumulassem privilégios. Sabemos que temos direito ao salário, à dignidade. Sabemos também que é o poder económico que nos tenta impor, pelas mãos do Governo e do seu parceiro, principal partido da oposição, a precariedade e a exploração como forma de ganhar mais quota, mais dividendos, mais poder.
Não aceitamos, não aceitaremos que nos roubem mais a vida. Exigimos todos os direitos a que temos direito apontando como solução a riqueza acumulada por poucos, resultado do nosso trabalho. Queremos essa riqueza de volta: nos serviços públicos, nos salários, nos direitos.
Onde existirem soluções imediatas, que se apliquem já. Quando não existirem opções imediatas, que se criem, que se inventem, porque é para isso que servem as democracias, as ideias, as propostas, as pessoas.
Hoje, o país mudou. Não voltaremos para trás.
A rua é nossa.
Foto: Precári@s Inflexíveis.

