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230610_policia2Portugal - Precári@s inflexíveis - O agente da PSP já foi acusado de homicídio qualificado pelo DIAP mas agora uma gravação do 112 vem provar o carácter intencional dos disparos mortais.


Os dados avançados pelo Correio da Manhã de hoje (edição impressa) indicam que o agente Moreira mentiu ao Ministério Público quando falou em disparo acidental.

Já sabemos que Nuno Rodrigues (MC Snake) não tinha bebido ou tomado drogas, não tinha sido sequer chamado a parar na operação Stop e tinha os documentos todos em ordem.

Tem de se tornar público onde pára a polícia quando esta tenta esconder os seus crimes.

Aquando da restituição do incidente que culminou com o assassinato do MC Snake, na madrugada de 15 de Março, o agente Moreira terá dito à Polícia Judiciária (PJ) que o seu segundo e último disparo, mortal, foi acidental e em corrida atrás do LanciaY10, onde seguia o rapper em suposta fuga pelas ruas de Lisboa. O primeiro tiro foi assumido pelo agente como intencional, sim, mas "para o ar".

No entanto, existe uma gravação áudio do 112 onde se ouvem três tiros, um primeiro e posteriormente dois seguidos, desmentindo a versão do agente da PSP.

Tudo indica que o agente Moreira terá feito pontaria ao carro, uma vez até que o tiro sequencial é treinado pela polícia e revela "uma intenção clara de disparar", explicaram fontes policiais ao CM.

Uma falha nas comunicações por rádio, durante a perseguição, fez com que a PSP recorresse à linha de emergência do 112 e esta grava tudo. A gravação revela que após o primeiro disparo, o agente fez outros dois, seguidos, indicando que não estava em movimento – elementos que desmentem a versão feita pelo agente da PSP que assim foi apanhado a mentir à PJ.

Esperamos que a verdade seja de facto a matéria de julgamento deste agente policial e que exemplarmente se condene o estigma, a exclusão social e a impunidade que reina por aí e está a tornar-se a regra da repressão violenta protagonizada pelas forças de segurança do estado.


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