A iniciativa foi lançada por um manifesto e tem um espaço na internet (vamos2010.blogspot.com).
Em declarações à agência Lusa, Ulisses Garrido, da comissão executiva da CGTP e um dos primeiros subscritores do manifesto, disse que esta é uma "iniciativa da cidadania", promovida por "um conjunto de gente muito diversa do ponto de vista das ideias, das idades, da política, das organizações", mas com um ponto comum: "um certo activismo social".
No manifesto da iniciativa denuncia-se a difícil situação social, critica-se os banqueiros e os especuladores, a "gigantesca transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos" e apela-se: "Vamos quebrar o silêncio sobre as injustiças e as mentiras da crise. Vamos à luta".
Ulisses Garridos disse ainda à Lusa: "Não queremos criar nada de novo, não queremos fazer nenhuma associação, organização ou partido político. Queremos que as pessoas militem onde entenderem, mas que se juntem em torno de valores e de ideias alternativas".
Além de Ulisses Garrido, entre os primeiros subscritores do manifesto estão também António Avelãs, presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, José Rodrigues, presidente da Liga Operária Católica, Timóteo Macedo, da associação Solidariedade Imigrante, Mamadou Ba, do SOS Racismo, Cristina Andrade, do Fartos/as d'Estes Recibos Verdes (FERVE), e António Serzedelo, da Associação Opus Gay, entre outros.


