Cerca de 60 pessoas juntaram-se esta quinta-feira em Lisboa para "viver e não apenas recordar" o espírito do 25 Abril, precisamente no momento em que, há 39 anos se iniciaram as operações militares que depuseram o regime do Estado Novo. Com início junto ao quartel geral do exército, o protesto convocado pela Associação 25 de Abril avançou depois foi para a lendária Rádio Renascença, onde o Grândola Vila Morena decretava faz já quase quatro décadas a queda do Salazarismo. Após entoar as notas da antiga mas muito atual canção revolucionária, encaminharam-se para o quartel da GNR do Carmo, em que Marcelo Caetano se rendeu 1974.
Durante a marcha prévia na capital portuguesa, a Associação denunciou a "sujeição colaborante do poder político aos diretórios da finança nacional e internacional perante a complacência do Presidente da República".
A seguir oferecemos uma galeria fotográfica elaborada pelo fotógrafo Luis Nunes para o Diário Liberdade, na que se recolhem algumas das imagens mais interessantes dessa concentração:
Mais protestos
Embora o Salazarismo fique longe (no tempo), são tempos difíceis para o povo português, que no dia de ontem respondeu as políticas autoritários de um governo completamente deslegitimado e à deriva mais agressiva. oi num momento de convulsão acrescentada após a brutal agressão com que o executivo do ultra Passos Coelho acabou de contestar a paralisação pelo TC de alguns dos cortes que impulsara contra o funcionariado público.
Manifestações comemoraram nas e vilas cidades portuguesas. Em Lisboa, o principal protesto partiu pelas 15h00 do Marques de Pombal, fazendo o seu percurso até o Rossio, com a música da mítica Grândola, Vila Morena de José Afonso, cantor antifascista e simpatizante da causa independentista galega.
Na marcha participaram forças políticas de esquerda, entre as quais BE e PCP; centrais sindicais, com a CGTP-IN ou o pseudo-sindicato amarelo UGT; associações de precariado (ACP-PI) e um vasto leque de coletivos e pessoas que vêm a sua vida gravemente dificultada pela aliança burguesa.
Associação 25 de Abril, Associação Nacional de Sargentos e, em geral, vultos militares do levantamento de 25 de Abril uniram-se a esses protestos, recusando mais um ano participar da farsa institucional, em denúncia das medidas empreendidas por Passos Coelho contra o povo trabalhador português.

