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130615 ptPortugal - Esquerda - Dezenas de milhares de docentes manifestam-se em Lisboa, neste sábado, em defesa da Escola Pública e do direito ao trabalho. O secretário-geral da Fenprof acusou o governo de pôr em risco os exames nacionais do secundário e afirmou que os professores vão continuar a luta. Em solidariedade com o protesto dos docentes, o coordenador do Bloco de Esquerda esteve presente e declarou o apoio à greve de dia 17, acusando Nuno Crato de provocar instabilidade nas escolas.


Muitos milhares de professoras e professores desfilaram pela Avenida da Liberdade em Lisboa para se manifestarem em defesa da Escola Pública. Os docentes protestaram também contra os despedimentos e a mobilidade especial, contra o aumento do horário de trabalho para as 40 horas, pela qualidade da educação e do ensino.

No final da manifestação, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou: "Ao contrário do que dizem, nós professores estamos unidos contra a política que este Governo leva contra a Educação. É uma luta difícil, mas exemplar pela qualidade do ensino e pela dignidade docente".

"O ministro é arrogante e politicamente desonesto. Ainda ontem fez um filme de ficção ao dizer o que não era verdade. Fez reuniões diferentes com os sindicatos e não disse o que tinha acontecido, mas o que queria que acontecesse", acusou Mário Nogueira e frisou: "Não temos Ministério da Educação, mas uma delegação das Finanças".

Mário Nogueira apelou ainda à greve de segunda-feira: "É preciso que a luta continue forte e que todos os professores façam greve na segunda-feira. Só assim poderão ceder naquilo que até agora o Governo se tem mostrado inflexível".

Em declarações à comunicação social, o coordenador do Bloco de Esquerda, João Semedo, afirmou a solidariedade do partido com as ações dos professores em defesa da Escola Pública, nomeadamente a manifestação deste sábado e a greve da próxima segunda-feira.

João Semedo declarou ainda que “a data da greve é da responsabilidade do governo e não dos sindicatos”, salientando que “quem escolheu o momento de decidir medidas tão graves para a escola pública foi o Governo, que decidiu e aprovou essas medidas na época dos exames, a greve inevitavelmente teria de ser feita neste período".

O coordenador do Bloco acusou também o ministro Nuno Crato de "usar a estabilidade dos estudantes como um escudo, tornando os estudantes reféns de uma política autoritária, prepotente".

João Semedo lembrou ainda: "O ministro Nuno Crato rasgou o programa de matemática, estamos a três meses do início do próximo ano escolar e Nuno Crato ainda não fez chegar às escolas o novo programa de matemática, um novo programa para um milhão e trezentos mil estudantes, isto é que gera instabilidade".

Também presente na manifestação dos professores, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou o governo de “pressões intimidatórias” sobre os professores ao ter convocado todos os docentes para as escolas na segunda-feira, dia de greve e de exames nacionais.


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