Passos deu o pontapé de saída para o plano do Governo e da troika para demitirem, já este ano, dezenas de milhar de pessoas. Aliás, o grupo apontado pelo Primeiro-ministro, os trabalhadores menos qualificados, abrange cerca de 213 mil pessoas. Na sua habitual candura, Passos Coelho afirmou: a saída destas pessoas é "uma oportunidade". Para ele talvez.
Em apenas 2 anos mais de 50 mil funcionários públicos saíram do Estado e isso já se nota na capacidade de resposta dos serviços. Hoje, apesar de não haver menos Estado do ponto de vista dos gastos, há pior Estado para todos os cidadãos.
Agora o Governo vem dizer que vai pagar 1,5 salários por cada ano de trabalho, mas o salário médio destas pessoas é de pouco mais de 600 euros, pelo que ninguém irá levar dinheiro suficiente para poder fazer a vida depois de sair do Estado. Para a maioria espera-lhes o desemprego de longa duração e sem subsídio de desemprego.

