Assim, para além dos cortes salariais permanentes para os pensionistas e trabalhadores do privado e público, o Gaspar anunciou o aumento do IRS para todas as pessoas que ganham menos de 1000€ brutos mensais, a subida do IVA, do imposto de selo, o acelerar do plano de privatizações e apenas um aumento pequeno dos impostos sobre o capital que nada se comparam aos mais de 800 milhões de euros anuais que o Governo ofereceu às 0,1% das maiores empresas em Portugal. E, com o seu tom lento, Vitor Gaspar foi ainda anunciando cortes no Rendimento Social de Inserção e outras prestações sociais, na Escola Pública e no Sistema Nacional de Saúde.
A estratégia do Governo é clara: empobrecer as pessoas rapidamente, sem qualquer pejo e sem sequer o simulacro de negociação em concertação social que realizou em 2011. Razões para o falhanço do programa até agora? Balanços negativos deste caminho? Nada. Apenas violência social sobre quem trabalha.
Por isso, mais do que nunca, os Precários apelam a que todas e todos venham para a rua dia 15 de Setembro protestar e não permitir que nos roubem o futuro.
Foto: ACP-PI


