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100612 lutaPortugal - Esquerda - A manifestação convocada pela CGTP, que teve lugar este sábado no Porto, contou com a participação de cerca de 30 mil pessoas, segundo avançou João Torres, da União dos Sindicatos do Porto. No próximo dia 16 de junho, Lisboa será palco de uma manifestação convocada pela intersindical.


Durante a manifestação, que incluiu um percurso de três a quatro quilómetros entre a Boavista e a zona de S. Bento e contou com a participação dos trabalhadores dos distritos a norte do distrito de Coimbra, foram entoadas palavras de ordem como: "é preciso, é urgente uma política diferente" e "o país não se endireita com uma política de direita".

Aos jornalistas, Arménio Carlos frisou que, ainda que esteja a torcer pela vitória de Portugal no jogo de hoje com a Alemanha, as vitórias que Portugal possa ter no Campeonato da Europa "podem animar o nosso povo, mas não resolvem os problemas do país". Nesse sentido, é preciso também "derrotar a política da senhora Merkel e do senhor Passos Coelho na Alemanha, na Europa e em Portugal", avançou o líder da intersindical.

Na intervenção final, Arménio Carlos defendeu que o país é governado por figuras que "desprezam as condições dramáticas a que hoje estão sujeitas milhares de pessoas". "Temos um Governo obrigado a reconhecer que o desemprego vai continuar a aumentar, mas que não mudou uma vírgula na política de austeridade", destacou o dirigente sindical.

O programa Impulso Jovem mereceu criticas do sindicalista, que afirmou que este se destina a financiar as empresas para "promover a ilusão" junto dos jovens e transformá-la de seguida numa "enorme frustração", quando os seus beneficiários regressarem ao desemprego.

"O apoio financeiro ao patronato tem de ter como contrapartida a criação de emprego seguro e com direitos e não contratos a prazo acompanhados de desemprego no futuro", advogou Arménio Carlos.

Sobre a proposta de redução salarial, o secretário-geral da CGTP questionou-se: "estarão a falar dos salários dos quadros das empresas do PSI-20, que todos os anos levam para casa salários que a generalidade dos trabalhadores não ganha numa vida?".

"Por este andar, não faltará o dia em que estes senhores defenderão que ainda temos de pagar para trabalhar", adiantou ainda.

No dia 16, a CGTP promove uma manifestação em Lisboa contra as políticas de austeridade do governo.


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