Vê aqui a petição: Petição Por uma remuneração condigna do trabalho de arquiteto
O texto da petição sublinha o contraste entre a exigência ao trabalhador arquiteto: "...para a ocupação do posto de trabalho, um arquiteto com mestrado como habilitações mínimas, bons conhecimentos de leitura, conversação e escrita das línguas inglesa e francesa, carta de condução e veículo próprio, assim como "design de interiores, desenho 3d, atendimento ao público e sentido de responsabilidade, autoCad" como conhecimentos profissionais."
...e as ofertas aos patrões exploradores: "...apoiar a contratação de desempregados e aumentar a sua empregabilidade através de formação profissional" e o seu apoio financeiro "consiste num valor mensal correspondente a 50% da retribuição mensal paga pelo empregador ao desempregado contratado", fazendo com que "um técnico superior com formação de, pelo menos, 5 anos, acrescido de um ano de estágio de acesso à profissão, eventual formação especializada em línguas e em software específico de modelação e produção de imagens 3D, seja pago a 3€/hora."
O saldo social e económico destas iniciativas dos governos são invariavelmente desastrosas para as vidas de quem quer viver do seu trabalho e introduzem mecanismos de desqualificação na economia. Facilitam aos patrões o que dificultam ao país. É o financiamento dos patrões e empresas pelos cofres públicos e são os baixos salários e precariedade para os trabalhadores mais ou menos qualificados. O desemprego fica sempre em linha de vista dos contratos precários, temporários ou a prazo que são realizados.
Os patrões bem sabem, a seguir à Iniciativa Emprego 2009 vem a 2010, e a seguir ao Estímulo 2012 haverá o 2013. Os salários são hoje pagos, em parte (50% neste caso), quer diretamente pelos cofres públicos, quer através de vantagens fiscais aos patrões e empresas. Assim se destrói um país, a sua economia e as vidas de milhões de pessoas.
Foto: PI


