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090512 feriadoPortugal - Esquerda - A partir de 2013, os feriados do Corpo de Deus e o Dia de Todos os Santos serão suspensos por um período de 5 anos. Em relação ao feriado civil que assinala a Implantação da República (5 de outubro) e ao dia 1 de dezembro, dia da Restauração da Independência, os mesmos serão extintos por tempo indeterminado, segundo notícia o Dinheiro Vivo.


Segundo o comunicado conjunto do Ministério da Economia e dos Negócios Estrangeiros, "as duas Partes [República Portuguesa e Santa Sé] acordaram num entendimento excecional sobre a aplicação do artigo 30º da Concordata, nos termos do qual não se observarão, durante um período de cinco anos, os feriados do Corpo de Deus (cuja solenidade é transferida para o Domingo seguinte), e do Dia de Todos os Santos (1 de novembro)".

No documento é ainda adiantado que "ficou, portanto, estabelecido que no final do período de cinco anos a República Portuguesa e a Santa Sé reavaliarão os termos do seu acordo".

Quanto aos feriados civis de 5 de outubro e 1 de dezembro, não há qualquer indicação no sentido da sua reposição, conforme noticia o Dinheiro Vivo.

Extinção de feriados representa "um regresso ao feudalismo"

Para Arménio Carlos, secretário geral da CGTP, esta medida visa apenas "reduzir os rendimentos dos trabalhadores" e não vai trazer "desenvolvimento da economia, nem a competitividade das empresas", aprofundando, isso sim, "as desigualdades entre os trabalhadores e as entidades patronais".

A extinção dos quatro feriados, a par dos "três dias de férias que o Governo quer tirar aos trabalhadores" visa, segundo Arménio Carlos, "colocar os trabalhadores a trabalhar sete dias gratuitamente por ano, regressando ao tempo do feudalismo, em que os servos na altura eram obrigados a trabalhar gratuitamente para os seus senhores".

O líder da intersindical apelou aos trabalhadores para que "contestem esta revisão da legislação laboral", sublinhando que "o que vamos ter é dinheiro que não entra no bolso dos trabalhadores e vai entrar noutro bolso".


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