Gritos de demissão e a exibição de cartazes da convocatória para 1 de junho da concentração pela demissão do presidente e do governo da República fizeram o ministro interromper o discurso que dava na apresentação de um livro na capital portuguesa.
O ministro começava a sua intervenção na apresentação da obra "Desta vez é Diferente: Oito séculos de Loucura Financeira", de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, quando duas dezenas de pessoas do público começaram a mostrar cartazes com a legenda "povos unidos contra a Troika" e a convocatória de concentraçãono próximo da 1 de junho. Após alguns minutos, o ato continuou, uma vez que as pessoas que tinham protestado abandonaram a sala.
Vítor Gaspar assumiu calmamente o protesto, que definiu como "normal em democracia".
O coletivo protagonista da ação de protesto, "Que se lixe a Troika", indicou depois que "esteve presente hoje na apresentação do livro em Lisboa para dizer a Vítor Gaspar e à sua inspiração ideológica (alegadamente fraudulenta) que a austeridade é a loucura financeira, e que aplicar a austeridade é acreditar na loucura e promovê-la, forçar as pessoas à miséria, ao desespero, à pobreza".
O ministro é, para referido movimento, "o representante nacional máximo da Loucura Financeira", daí que careça de "qualquer legitimidade para estar frente a um Ministério" e peça "a demissão deste governo é o único ato de sanidade que está neste momento em cima da mesa".
Graças à iniciativa do repórter gráfico Luís Nunes, o Diário Liberdade pode disponibilizar para os seus leitores e leitoras a galeria gráfica do ato de protesto.

