De salientar que o STRIKFORNATO, agora “ganho” por Portugal, é o comando de uma estrutura (assente nos meios navais dos EUA) e que essa estrutura é uma das responsáveis directas por várias agressões militares da NATO, nomeadamente nos casos do Afeganistão e da Líbia.
O ministro da Defesa português, Santos Silva, apesar de anteriormente ter vindo a manifestar-se confiante na manutenção do actual comando de Oeiras, logo após a diferente decisão da reunião de Bruxelas falou com bazófia aos jornalistas, afirmando terem sido alcançados os objectivos definidos por Portugal para a reforma dos comandos da aliança e que os resultados não podiam ser outros, pois “Portugal tinha marcado os limites para este emagrecimento da NATO”.
Assim é que é. Esta gente também impõe respeito aos patrões!
Nas mesmas declarações, Augusto Santos Silva referia que as actuais decisões de Bruxelas se revelavam compatíveis com o mandato que recebera dos três partidos – PS, PSD e CDS - que defendem a participação de Portugal na NATO. Isto é, os mesmos partidos que subordinaram Portugal aos tenebrosos ditames da troika (com as graves medidas anti-trabalhadores que têm estado a ser gizadas), são, igualmente, co-responsáveis pelas guerras coloniais, de agressão e rapina, levadas a cabo por aquela aliança militar imperialista.
Mais. Sejamos claros, por muito que possa doer a alguns, estas políticas criminosas não se devem apenas ao arbítrio de meia dúzia de senhores. Ainda recentemente, em 5 de Junho, um pouco menos de 50% dos eleitores portugueses votaram expressamente nestes mesmos três partidos da troika e da guerra (e não me venham dizer que desconheciam os programas e/ou a prática deles), afirmando claramente o seu apoio e cumplicidade com tais políticas, imposições e crimes.
