No passado dia 20 de Abril de 2010, explodiu a Deepwater Horizon, uma plataforma petrolífera da British Petroleum (BP) no Golfo do México.
Onze pessoas morreram no acidente, dezassete ficaram feridas e, dois meses depois do acidente, a BP ainda não conseguiu parar o derramamento, que jorra cerca de cinquenta mil barris de petróleo por dia para o mar.
No inicio de Junho estimava-se que já teriam sido derramados para o oceano entre 900.000 e dois milhões de barris de petróleo, gravemente afectando a vida marinha, e que continuamente chegam à costa dos E.U.A. ou são arrastados por correntes para o Mar das Caraíbas e Oceano Atlântico. As indústrias pesqueira e turística no sudeste dos E.U.A. foram também gravemente afectadas, devido a este que é já considerado o maior desastre ambiental de sempre nos Estados Unidos.
A área visível do derrame chegou a atingir cerca de 15.000 quilómetros quadrados, o que daria para cobrir quatro vezes a região do Algarve. Cientistas relataram também camadas submersas de petróleo, não visíveis à superfície.
Vamos ficar indiferentes perante todo este desastre?
As grandes companhias multinacionais falam uma só linguagem: a do dinheiro. Mesmo à custa de vidas humanas e de ecossistemas. Falemos então a sua linguagem, simplesmente escolhendo gastar o nosso dinheiro noutro lado que não na BP. O nosso consumo consciente faz a diferença no mundo.
Apelamos ao boicote às marcas e aos produtos da BP, que em Portugal está representada pelos seus postos de combustível e pela marca Castrol.
E já agora, vamos reflectir sobre a dependência que o ser humano tem do petróleo, um combustível fóssil não-renovável poluente, cujas reservas acabam dentro de poucas décadas, cuja extracção marítima apresenta sérios riscos para a vida no planeta e cujo preço está cada vez mais caro.

