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130410 denPrensa Latina - Cientistas do Consórcio de Investigação Internacional do Risco de Dengue criaram um registro sobre a distribuição geográfica dessa doença e seus efeitos em cada país, mais preciso e fiável que os desenvolvidos até agora.


Segundo a revista Nature, a dengue é reconhecida como uma doença sem vacinas nem tratamentos específicos à qual não são destinados muitos recursos, e no entanto, gera milhares de mortes anuais e milhões de casos em todo mundo.

"Conhecer sua distribuição geográfica e seus efeitos é essencial para compreender sua contribuição às doenças e mortes globais", afirmaram os autores do artigo.

"Também poderemos determinar como repartir equitativamente os limitados recursos disponíveis para o controle desta doença, e avaliar o impacto internacional dessas ações", agregaram.

Os especialistas explicaram que atualizaram e melhoraram os dados que tinham sobre a dengue, pois usaram técnicas sofisticadas e usaram dados empíricos.

Os mapas anteriores não são precisos, foram desenvolvidos a partir de combinações de registros históricos e opiniões de especialistas, explicaram os cientistas.

Para estabelecer as zonas onde se produz a doença, os pesquisadores realizaram uma revisão sistemática de um banco de dados de geo-registros de mais de duas mil fontes publicadas on-line.

Também usaram variáveis como os aspectos socio-econômicos e meio ambientais, e modelos estatísticos de risco, informa o artigo.

O estudo demonstrou que a dengue é generalizada nos trópicos, com variações locais no risco em função das chuvas, da temperatura e da urbanização.

Os analistas estimam que por ano existem quase 400 milhões de pessoas infectadas pela dengue no planeta e quase 96 milhões chegam a um nível clínico ou subclínico.

Apontaram também que a maior mudança apresentada nesta investigação, foi com respeito à incidência da doença no continente africano, onde sua presença antes estava subestimada.

"O clima e a dispersão da população foram fatores importantes para predizer o risco atual no mundo", afirmou Simon Hay, professor da Universidade de Oxford e principal autor do estudo.

"A distribuição da doença pode mudar no futuro: o vírus pode ser introduzido em áreas sem risco hoje, e aquelas afetadas atualmente podem sofrer aumentos no número de infecções", antecipou.

Samir Bhatt, responsável pela análise informática do estudo, adiantou que estes resultados ajudarão a predizer o dano dessa infecção, e portanto, a encontrar soluções pontuais.

"A ideia foi contar com toda a evidência disponível sobre a distribuição global da dengue e combinar com os últimos modelos de mapeamento e matemáticos para produzir o mais refinado mapa de risco e doença", concluiu.


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