Diretores de hospitais e especialistas na enfermidade confirmaram que. para muitas instituições, a partir do mês de abril é impossível levar a cabo os caros procedimentos de quimioterapia com drogas sem incorrer em quebra financeira ou de orçamento.
Os fundos do seguro Medicare (cobertura médica para idosos) foram afetados com o corte de 1,2% dos fundos, o que significa US$ 2 bilhões, como parte de um corte de capitais autorizado pela Casa Branca.
O polêmico corte do orçamento, que totaliza US$ 85 bilhões, foi aprovado pela administração Obama e pelo Partido Republicano há três anos, devido à necessidade de conter o déficit fiscal nos cofres federais.
Jeff Vacirca, executivo-chefe de uma clínica oncológica e hematológica de Nova York, confirmou que foi obrigado a cancelar o tratamento de um terço de seus 16 mil pacientes porque a instituição não tem dinheiro para a profilaxia.
O médico Ralph V. Boccia, que dirige o Centro contra o Câncer e as Desordens do Sangue, também revelou que sua instituição perdeu a maior parte do apoio financeiro por causa do corte de dinheiro, segundo informou o diário The Washington Post.
O corte afeta sobretudo o milionário apoio financeiro para o Pentágono, mas também tem um impacto civil a médio prazo por causa do desemprego e de menos socorro médico à saúde pública, entre outros programas domésticos da administração Obama.
Analistas calculam que a contração do orçamento custará no total a desintegração de 750 mil postos de trabalho e uma diminuição no crescimento da indústria de 0,6% até o final deste ano.
Os cortes afetarão também quase quatro milhões de desempregados, que verão reduzidos seus auxílios financeiros e haverá uma redução de taxas pagas ao Estado, a hospitais e médicos de aproximadamente US$ 10 bilhões.