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020912 rajoydispararEstado espanhol - Esculca - Alguns hospitais começaram a negar o tratamento a imigrantes em situação irregular infectados pelo VIH, segundo denunciou hoje o Observatório REDVIH, "o que aumentará a mortalidade e facilitará a transmissão do vírus". Entretanto, o sindicato médico CESM-CV adverte que se apresentará como acusação particular contra a Administração.


O Observatório de Direitos Humanos da Rede Comunitária sobre o VIH/SIDA do Estado Espanhol (REDVIH) sustém que o Governo não tem evidências de que a pretendida poupança que pretende alcançar negando o cartão sanitário aos imigrantes indocumentados "supere o novo gasto que se gerará com mais hospitalizações e a atenção em urgências".

O Observatório recebeu diversas consultas não só das pessoas que temem ficar sem tratamento antirretroviral senão também pelo pessoal sanitário e ONG que consideram que a medida "atenta contra os direitos humanos ao pôr em perigo a vida de centos de pessoas com VIH dentro do nosso país". Impera "a sensação de uma total improvisação no que se refere à política sanitária face ao VIH pelo Governo", afirma a Observatório.

Por seu lado, o sindicato médico CESM-Comunitat Valenciana pediu à Conselleria de Sanidade da Comunitat Valenciana que elabore uma lei autonómica que "restabeleça" no seu âmbito o acesso de "todos" os imigrantes à assistência sanitária e considera "inadmissível" a aplicação da nova normativa estatal que anulará os cartões sanitários dos "sem papéis".

"Os médicos, quer como profissionais quer como cidadãos, não podem legalmente recusar auxílio a uma pessoa em situação de risco sem incorrer no delito de omisão de socorro", advertiram.

José Javier Díez, o paciente de VIH a quem o Serviço Andaluz de Saúde (SAS) deu ordem de embargar casa e uma garagem para cobrar os medicamentos que lhe administrou para a sua doença, ao estar assegurado com a companhia privada Asisa, declarou-se no domingo em greve de fome como protesta porque a o governo andaluz não retirou os embargos, apesar de que um juiz a obrigou a isso.

Díez, um guarda civil reformado de 51 anos a quem o SAS reclama duas dívidas por um total de 14.000 euros pelos tratamentos, enviou também ontem um escrito aos ministros de Justiça e Sanidade anunciando-lhes a sua greve. Nele diz sentir-se "enganado" e "acossado" pela Administração, quando não "tratado como gando". E é que assegura não alcançar a compreender, não já por que não se executou a sentença pela primeira "falsa" dívida de 5.000 euros, senão como agora um julgado diferente ao que a emitiu, neste caso o do Contencioso Administrativo 14 de Sevilha, pode ter admitido o pedido do Serviço Andaluz de Saúde e o obrigue a depositar um aval de 9.409 para que aquele retire o embargo.

Foto: El Jueves - Capa da revista crítica El Jueves: -Rajói, prestes a disparar na cabeça de uma trabalhadora imigrante, diz: "Peço desculpas, mas você tossiu e... eu não posso ver sofrer uma trabalhadora domêstica!"


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