Antes do início da mobilização, a candidata a lehendakari pelo EH Bildu, Laura Mintegi, disse que é «absolutamente imprescindível» que os cidadãos dêem uma resposta conjunta às políticas que o PP está a pôr em prática. Fez um apelo às instituições públicas de Hego Euskal Herria [País Basco Sul] para que intervenham contra os cortes e criem «uma política de país».
Durante a marcha, muita gente aproximou-se de Mintegi para mostrar apoio à candidata a lehendakari.
Pernando Barrena e Asun Garaialde tomaram a palavra no final da manifestação. Barrena disse que instituições, agentes sociais, sindicatos, partidos políticos e cidadãos «podem e devem agir para mudar a situação». Para tal, insistiu na ideia do «trabalho conjunto». «Temos de fazer frente a esta situação como povo», disse.
Também reclamou «soberania» para construir uma alternativa socioeconómica «credível, eficaz e popular», face a um «capitalismo injusto e fracassado».
Garaialde, por seu lado, afirmou que o Governo do PP, «com a cumplicidade do PNV, PSOE e UPN», se «ajoelhou» perante os interesses da banca. Afirmou que o verdadeiro objectivo dos cortes é «o desmantelamento do estado de bem-estar e dos direitos dos trabalhadores».
Disse ainda que «aquilo a que eles chamam resgate ou ajuda financeira, nós chamamos fraude, roubo e saque».
Disse também que não são os cidadãos os responsáveis pela crise, pois não foram eles que andaram «a especular no negócio imobiliário ou na Bolsa, nem sabem o que são os paraísos fiscais».
Fizeram um apelo à participação na Greve Geral de 26 de Setembro convocada pela maioria dos sindicatos bascos e múltiplos colectivos sociais.