Uma pessoa morreu durante os protestos que paralisaram a Grécia durante a quinta greve geral convocada neste ano no país. Os manifestantes se opõem ao novo pacote de austeridade fiscal que prevê cortes de 13,5 bilhões de euros, acertado entre o governo e a Troika (grupo formado pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). Segundo as forças de segurança gregas, pelomenos30 mil pessoas participaram das marchas no centro da capital do país, Atenas.
Durante os protestos na capital Atenas, um homem de 66 anos morreu, aparentemente por um problema cardíaco. Segundo informações da rádio Skai, ele caiu no chão e foi levado a um hospital, onde não resistiu.
Também foram registrados confrontos entre manifestantes e a polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Pelomenos cincopessoas, entre elas dois policiais, ficaram feridos.
A greve compreende o transporte aéreo, marítimo, ferroviário e urbano, e foi convocada pelos principais sindicatos do país, o GSEE, do setor privado, e o Adedy, do setor público, contra os cortes previstos no citado pacote, que deverão ser aplicados em 2013 e 2014.
A greve abrange também escolas, serviços municipais, hospitais, bancos e empresas públicas. A Confederação Nacional do Comércio e a Confederação de Pequenos Empresários pediram os comerciantes a fecharem suas lojas.
Os chefes da Troika concluíram ontem sua missão na Grécia após ter chegado a um acordo sobre a maior parte das medidas, que tratam de cortes em salários e cargos públicos e nas pensões. A idade mínima para a aposentadoria, por exemplo, subiu de 65 para 67 anos.
A única pendência foi em relação à reforma trabalhista: a Troika quer reduzir as indenizações por demissão, extinguir aumentos salariais por antiguidade e impor uma carga de trabalho de seis dias semanais, além de eliminar os convênios coletivos.