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Arrasate-54Josu-hamalauak-askatuEuskal Herria - ASEH - Milhares de pessoas deslocaram-se esta tarde até Arrasate (Gipuscoa), terra natal do preso político Iosu Uribetxeberria, que tem cancro e se encontra internado no Hospital Donostia.


A mobilização, convocada pelo Herrira, foi secundada por numerosos representantes políticos, entre os quais se encontravam o deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano; a candidata do EH Bildu à Lehendakaritza, Laura Mintegi; Rufi Etxeberria, Pernando Barrena, Joseba Permach e Tasio Erkizia, da esquerda abertzale; Pello Urizar, do EA; ou Rebeka Ubera, do Aralar.
 
Com o lema «Iosu askatu! Hamalauak Herrira» – em alusão aos catorze presos políticos que têm doenças graves –, a marcha partiu da praça de Arrasate, encabeçada por Jabi Uribetxeberria (irmão do preso) e pelo ex-preso político Jon Agirre Agiriano.
 
Antes de a mobilização começar, foram lidas algumas linhas escritas pelo próprio Uribetxeberria no hospital, em que agradecia aos cidadãos todas as mostras de apoio que lhe fizeram chegar e instava o Governo espanhol ao diálogo. «Pede-se à esquerda abertzale que dê passos – dizia. Está a dá-los e vai dá-los no futuro, mas seria muito positivo que ambas partes iniciassem um diálogo».
 
Beñat Zarrabeitia, do Herrira, disse que há sete anos, quando foi detectado um cancro no rim a Uribetxeberria, «lhe assinaram a sentença de morte» ao não o libertarem. Agora, que a sua doença se agravou e continua preso, salientou, «é preciso tirá-lo do corredor da morte».
 
A mobilização terminou com a leitura de um comunicado, por parte da actriz Mariasun Pagoaga e da cantora Inés Osinaga, no qual afirmaram não querer «mais mortes, mais vingança»; «queremos que se respeitem os direitos humanos de todas as pessoas e queremos estes catorze presos na rua de forma imediata». E sublinharam que «este povo não quer ir a mais funerais por causa do conflito político».
 
Laura Mintegi, do EH Bildu, exigiu a imediata libertação dos 14 presos políticos doentes, porque «amanhã ou depois pode haver outros mais», tendo salientado a «situação-limite» em que se encontram estas pessoas, tanto a nível de saúde como de Direitos Humanos.

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