Os manifestantes, além de expressarem sua solidariedade com os presos políticos sauditas e pedirem a imediata libertação dos mesmos, condenaram as contínuas políticas hegemónicas e discriminatórias de El Saud e exigiram o fim desta monarquia.
Segundo dados proporcionados pelas organizações pró direitos humanos, o número de prisioneiros políticos atinge as 30.000 pessoas, enfrentando torturas e, a maioria deles, detenções sem cargos nem julgamento.
Outra manifestação similar realizou-se a 6 de junho, na cidade de Riad, a capital saudita, na qual os manifestantes tiveram as mesmas reivindicações.
Desde o mês de fevereiro de 2011, os sauditas vêm realizando manifestações pacíficas no país árabe para exigir a libertação dos presos políticos, liberdade de expressão, a aplicação de reformas políticas e o fim da escalada de discriminação economia e religiosa vigente no reino árabe.
Estas manifestações sempre se enfrentam com violenta repressão por parte das forças sauditas, nas quais muitas pessoas perderam a vida e centenas foram feridas.
Neste sentido, cabe mencionar que o rei de Arabia Saudita, Abdula bin Abdelaziz a El-Saud, ordenou às forças de segurança se manterem em estado de alerta máximo pela tensa situação no Médio Oriente, segundo as qualificações próprias do regime de Riad.