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zerEuskal Herria - ASEH - O pai de Xuban Nafarrate, o jovem gravemente ferido depois de ser atingido por uma bala de borracha atirada pela Ertzaintza no decorrer da jornada de greve geral de 29 de Março, compareceu hoje perante a Comissão do Interior do Parlamento de Gasteiz com o propósito de «pedir justiça» e «defender a imagem» do seu filho, que considera ter sido «prejudicada e deformada» pelo Departamento liderado por Rodolfo Ares.


Nafarrate, que disse que o seu filho se encontra «melhor» - e à espera do resultados do próximo scanner, no dia 15 de Maio, para se ver o estado do coágulo -, respondeu às críticas lançadas por Ares na sua comparência de 24 de Abril, na qual o conselheiro defendeu que as testemunhas mentiam e que Xuban Nafarrate se tinha lesionado na sequência de uma queda fortuita.
 
Durante a sua intervenção, Nafarrete investiu duramente contra o Departamento do Interior, que divulgou que o seu filho tinha antecedentes - foi detido e incriminado por uma alegada agressão à Ertzaintza, e, também daquela vez, um vídeo veio desmontar a versão oficial, pelo que foi absolvido - e que as acusações lançadas contra a Polícia autonómica faziam parte de uma campanha de desprestígio.
 
Criticou-o pelo facto de «ter dedicado uma parte considerável do seu discurso a questões alheias» ao que se passou e acrescentou que os informes policiais «faltam à verdade» e estão «repletos de erros e contradições».
 
Para sustentar a sua versão e a de várias testemunhas que estão dispostas a confirmá-la na presença de um juiz, mostrou um vídeo em que fica claro que o jovem gasteiztarra cai ao chão depois de ter sido atingido por uma bala de borracha lançada pela Ertzaintza.

Por tudo isto, exigiu justiça, bem como a proibição da utilização de balas de borracha, «mesmo em situações excepcionais».

Uma manifestação recorda Cabacas um mês depois do seu falecimento

A mobilização, convocada pela família e por amigos de Cabacas, seguiu atrás de uma faixa em que se lia «Iñigo gogoan zaitugu», e os participantes, muitos deles com camisas do Athletic, caminharam em silêncio até à Praça do Município.
 
Os manifestantes exibiram cartazes em que se reclamava justiça para Iñigo e também em memória do apoiante do Athletic, morto no dia 9 de Abril depois de ser atingido por uma bala de borracha da Ertzaintza.
 
Nas escadarias da Câmara Municipal, os amigos leram um comunicado em que pediram ao Departamento do Interior do Governo de Lakua que «esclareça os factos ocorridos no dia 5 de Abril e que acabaram com a vida de Iñigo».
 
Os amigos de Iñigo Cabacas anunciaram que haverá mais convocatórias para «continuar a exigir responsabilidades e justiça» e, assim, «evitar que a morte de Iñigo caia no esquecimento».

Após a leitura do manifesto e uma longa ovação, a mobilização terminou, uma hora depois de ter começado.


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