De acordo com a investigação, os agentes terão justificativa para disparar durante as manifestações, em dependência de "a urgência do risco e a gravidade das conseqüências", enfatizou o relatório.
Vários parlamentares coincidiram em qualificar a medida como perigosa, enquanto a polícia defende sua utilidade contra quem qualifica de agitadores que lançam bombas de petróleo ou outros objetos, esgrimiram.
A escalada de distúrbios violentos registrados a inícios de agosto no Reino Unido teve sua origem no bairro de Tottenham, depois da morte de um homem de 29 anos, por tiros da polícia.
As manifestações abarcaram desde o este de Londres (Hackney) e sul (Lewisham, Peckham, Croydom e Claham Junction), até o norte (Camden e Einfield) e oeste (Ealing).
O fato em si, sustentam analistas, foi talvez expressão do desespero e frustração das pessoas pobres, jovens principalmente, por desejar uma realidade socioeconômica diferente, mais inclusiva e menos elitista.
Desejam que aqueles que hoje lhes acusam de violência tentassem ver para além do que passa para descobrir a origem de tais atuações, sublinharam então os experientes.
Para Jake Manu, um estudante universitário de Tottenham, as tensões entre jovens e polícias, incluindo as raciais, têm estado aumentando o conflito durante meses.
Em um discurso de castigo criminoso, o premiê britânico, David Cameron, ordenou o aumento das forças policiais nas ruas londrinas e depois, pediu tolerância zero contra pessoas implicadas nos incidentes.
Ao analisar os acontecimentos, Cameron atacou à força da ordem ao argumentar que suas tácticas não funcionavam e que cometeu erros na luta contra a violência e a alteração da ordem pública.
