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211211_policiabritanicaReino Unido - Prensa Latina - Sob amparo legal, a polícia britânica poderá utilizar armas de fogo para dispersarem distúrbios como os acontecidos em várias cidades, em agosto último, refere hoje um relatório do Corpo de Inspetores da força da ordem.


De acordo com a investigação, os agentes terão justificativa para disparar durante as manifestações, em dependência de "a urgência do risco e a gravidade das conseqüências", enfatizou o relatório.

Vários parlamentares coincidiram em qualificar a medida como perigosa, enquanto a polícia defende sua utilidade contra quem qualifica de agitadores que lançam bombas de petróleo ou outros objetos, esgrimiram.

A escalada de distúrbios violentos registrados a inícios de agosto no Reino Unido teve sua origem no bairro de Tottenham, depois da morte de um homem de 29 anos, por tiros da polícia.

As manifestações abarcaram desde o este de Londres (Hackney) e sul (Lewisham, Peckham, Croydom e Claham Junction), até o norte (Camden e Einfield) e oeste (Ealing).

O fato em si, sustentam analistas, foi talvez expressão do desespero e frustração das pessoas pobres, jovens principalmente, por desejar uma realidade socioeconômica diferente, mais inclusiva e menos elitista.

Desejam que aqueles que hoje lhes acusam de violência tentassem ver para além do que passa para descobrir a origem de tais atuações, sublinharam então os experientes.

Para Jake Manu, um estudante universitário de Tottenham, as tensões entre jovens e polícias, incluindo as raciais, têm estado aumentando o conflito durante meses.

Em um discurso de castigo criminoso, o premiê britânico, David Cameron, ordenou o aumento das forças policiais nas ruas londrinas e depois, pediu tolerância zero contra pessoas implicadas nos incidentes.

Ao analisar os acontecimentos, Cameron atacou à força da ordem ao argumentar que suas tácticas não funcionavam e que cometeu erros na luta contra a violência e a alteração da ordem pública.


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