Outra centena de pessoas foi atendida nos vários hospitais da cidade com leves escoriações. Uma das bombas, explodiu a 10 metros do Consulado Geral de Portugal nesta cidade, que hoje estava fechado por ser feriado.
Os amigos presentes, falam-me de uma situação caótica: com dezenas de helicópteros a sobrevoar os céus e virtualmente todas as telecomunicações entupidas. Outras fontes, falam de um corte de rede propositado. Uma hora depois do atentado, registou-se nova explosão, esta na Biblioteca JFK, embora as fontes ainda se contradigam sobre a sua origem e a própria polícia não descarte a possibilidade de ter tido origem numa falha eléctrica.
Nos minutos que se seguiram aos atentados, levantou-se uma impressionante dinâmica de solidariedade entre os bostonianos: depois de cruzarem a meta da maratona, muitos corredores continuaram a correr até ao hospital mais próximo para doarem sangue e milhares de pessoas de toda a cidade abriram a WiFi dos seus telemóveis para permitir que todos possam falar com as famílias.
Durante três horas, o espaço aéreo de Boston esteve fechado. A polícia, auxiliada pelo FBI e dando resposta à promessa de Obama de encontrar os responsáveis, deu início a uma caça ao homem, tendo já anunciado a detenção de um possível suspeito: um homem hospitalizado com queimaduras graves por todo o corpo.
Nos meios de comunicação norte-americanos, começa também a estalar o racismo e a intolerância, com vários jornalistas e comentadores a apontarem já o dedo aos muçulmanos. Erik Rush, famoso apresentador da Fox News, foi mais longe e escreveu que os crentes da fé islâmica "são maus" e que "há que matá-los a todos".
De Boston para o Diário Liberdade,
António Santos